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Movimento das mães que perderam seus filhos na ditadura militar argentina é investigado por mau uso de dinheiro público; militantes impediram prisão

Hebe é líder do movimento surgido da união de mães que perderam seus filhos durante a ditadura militar na Argentina
Reprodução/Twitter
Hebe é líder do movimento surgido da união de mães que perderam seus filhos durante a ditadura militar na Argentina


A Polícia Federal da Argentina tentou prender nesta quinta-feira (4) a líder das Mães da Praça de Maio, Hebe Bonafini, em Buenos Aires. Hebe é líder do movimento surgido da união de mães que perderam seus filhos durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983).

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O pedido de prisão da justiça argentina , emitido pelo juiz Marcelo Martínez de Giorgi, é referente ao fato da líder do grupo não ter se apresentado perante à Justiça para se defender no caso "Sueños Compartidos" em que a Associação Praça das Mães de Maio é investigada por mau uso de dinheiro público.

Agentes tentaram invadir a sede da ONG do movimento, mas foram impedidos por manifestantes que fizeram um "cordão humano". O advogado da entidade conversou com os policiais que, então, desistiram da ação no local. 

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Em seguida, os agentes se dirigiram para a Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, onde todas as quintas-feiras há a tradicional manifestação da ONG com a presença de mães que ainda não sabem o paradeiro de seus filhos.  Por conta da proteção dos manifestantes, eles também não conseguiram efetuar a prisão de Hebe.

Por conta da proteção dos manifestantes, policiais não conseguiram efetuar a prisão de Bonafini nesta quinta-feira (4)
Reprodução/TN
Por conta da proteção dos manifestantes, policiais não conseguiram efetuar a prisão de Bonafini nesta quinta-feira (4)


Os defensores de Hebe afirmam que a presidente do grupo é vítima de perseguição do presidente argentino Mauricio Macri, que está em uma cruzada para descobrir desvios de dinheiro de sua antecessora, Cristina Kirchner. Essa ainda não é a primeira vez que Hebe e Macri se "estranham". Os dois já trocaram acusações públicas e não têm uma boa relação institucional.

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A Associação das Mães da Praça de Maio  já recuperou mais de 100 crianças que foram "roubadas" dos pais biológicos, opositores ao regime, e entregues para adoções ilegais. O grupo é reconhecido mundialmente por sua defesa dos direitos humanos.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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