Tamanho do texto

Governo pretende habilitar mais 1.500 agentes para portarem armas de fogo durante patrulhas; medida visa evitar atos terroristas na região de Londres

As ruas de Londres serão patrulhadas por mais policiais armados. A medida faz parte de uma série de ações tomadas pelo Reino Unido para garantir que os agentes de segurança pública estejam preparados para combater atos de terrorismo como os que foram realizados recentemente na Europa. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (3).

A Scotland Yard afirmou que os policiais armados já estão prontos para atuar contra qualquer ação de terrorismo na capital. No Reino Unido, 90% dos policiais atuam sem armas, apenas algumas equipes possuem permissão de portar armas de fogo.

Apenas 10% dos oficiais da Scotland Yard, a polícia britânica, possuem habilitação para andar armados
Reprodução/BBC
Apenas 10% dos oficiais da Scotland Yard, a polícia britânica, possuem habilitação para andar armados

No total, 2.200 policiais atuam na capital. O país planeja ter mais 1.500 policiais com armas de fogo até o fim de 2017, mais de um quarto deles em cidades da região de Londres.

Milhares prestam última homenagem a padre degolado por Estado Islâmico

Milhares de pessoas se reuniram na França nesta terça-feira (2), para o funeral do padre Jacques Hamel, degolado na semana passada por jihadistas do Estado Islâmico enquanto celebrava uma missa na igreja de Saint-Etienne-du Rouvrier. A cerimônia aconteceu na catedral de Rouen.

Leia mais: Alto comandante do Estado Islâmico é morto por forças especiais afegãs

Autor de ataque em evento na Alemanha jura lealdade ao Estado Islâmico em vídeo

Temendo novos ataques, a segurança foi reforçada para a realização do funeral. Todos que tentavam se aproximar do local passavam por uma rigorosa revista. O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, esteve presente na cerimônia.

O arcebispo de Rouen, Dominique Lebrun, agradeceu aos fiéis de outras religiões, entre eles muçulmanos e judeus, que participaram do ato religioso. "Estamos unidos para que isso não aconteça mais", disse Lebrun. Calcula-se que mais de 2 mil pessoas tenham comparecido ao ato.

Estado de emergência

Desde novembro do ano passado, após os ataques ocorridos nas ruas de Paris, a França se encontra em estado de emergência, medida que dá ao governo o direito de suspender direitos e realizar ações excepcionais devido ao risco de novos atentados. 

O presidente francês, François Hollande, chegou a afirmar que não prorrogaria a medida, mas acabou voltando atrás depois de um homem – que assim como os terroristas de Paris era ligado ao Estado Islâmico – ter matado 84 pessoas atropeladas com um caminhão na orla da praia de Nice, no sul da França.

*Com informações do Estadão Conteúdo

    Leia tudo sobre: estado islâmico