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Ataques aéreos tiveram início na região de Sirte na última segunda-feira após pedido de secretário de Defesa e autorização de Barack Obama

Mulher observa coluna de fumaça após um ataque aéreo em cidade da Síria em 2014, também contra o Estado Islâmico
Lefteris Pitarakis/ Age/ Estadão Conteúdo 13.10.2014
Mulher observa coluna de fumaça após um ataque aéreo em cidade da Síria em 2014, também contra o Estado Islâmico

Após autorização do presidente norte-americano, Barack Obama, os Estados Unidos iniciaram um bombardeiro contra o grupo Estado Islâmico na Líbia. De acordo com informações da emissora “Fox”, a ação vai continuar por 30 dias.

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Caças já teriam realizado sete ataques contra alvos estratégicos do grupo desde a última segunda-feira (1) . Segundo Obama, os Estados Unidos decidiram intervir em solo líbio após recomendação do secretário de Defesa, Ash Carter.

"Assegurar que os líbios sejam capazes de terminar o trabalho (de pacificação) é do interesse da nossa segurança nacional e da luta contra o Estado Islâmico", afirma o líder americano. Os bombardeios também foram solicitados por Fayez al-Sarraj, chefe do governo de união nacional na Líbia. O objetivo é destruir a principal base do grupo na África.

A principal região atacada é Sirte, cidade que fica no litoral do país. É deste ponto que partem centenas de barcos clandestinos rumo à Europa. Sarraj assumiu o governo no começo do ano, e lutou contra a ideia de pedir ajuda estrangeira. Ele não queria piorar ainda mais as divisões internas no País.

Guerra civil

O problema na Líbia ocorre desde 2011, quando o País começou uma verdadeira batalha para tentar se reerguer de uma grande guerra civil, que dividiu líderes de governo e moradores.

A situação não parece melhorar com a chegada das forças americanas, já que o presidente do Parlamento de Tobruk, Aguila Saleh, diz que a intervenção estrangeira viola a Constituição e o acordo político fechado para pacificação do País.

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"Que se ajudem então as nossas forças armadas na luta contra o terrorismo", completa Saleh, que ainda não deu seu voto de confiança a Sarraj. A Rússia também é contra a entrada de americanos no conflito do norte da África. O país afirma que os ataques são ilegais.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, declarou que vai avaliar eventuais pedidos dos Estados Unidos para usar a base de Sigonella, na Sicília, em operações contra o Estado Islâmico. “O que os italianos devem saber é que se tratam de intervenções miradas contra posições do grupo ao redor de Sirte.”

* Com informações da agência Ansa

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