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Mais de 30 pessoas foram hospitalizadas apresentando sinais de sufocação após bombardeios na Síria; ativistas e rebeldes acusam governo de Bashar al-Assad de descumprir acordo internacional sobre uso de armas químicas

No útimo dia 29, hospital pediátrico de Idlib, na Síria, foi atingido por um bombardeio e matou pacientes e médicos
Civil Defense Idlib/ Fotos Públicas - 29.7.16
No útimo dia 29, hospital pediátrico de Idlib, na Síria, foi atingido por um bombardeio e matou pacientes e médicos

Dezenas de civis sírios, entre eles mulheres e crianças, foram intoxicados com "gases venenosos" emitidos por helicópteros em Saraqeb, no noroeste da Síria. Segundo ativistas que atuam em Idlib, nas proximidades da cidade, cerca de 30 pessoas foram hospitalizadas apresentando sinais de sufocação e dificuldades respiratórias após bombardeios  realizados na madrugada entre segunda-feira (1º) e terça-feira (2).

Os ativistas e rebeldes da Síria , no entanto, não puderam determinar que tipo de gás as bombas continham, mas os sintomas apontam que se trata do gás clorino.

O grupo de oposição ao governo do país Coalização Nacional Síria acusa o regime do presidente Bashar al-Assad de estar por trás desse novo ataque com gás químicos. O governo sírio nega, conforme noticiado pela agência Reuters.

As acusações surgem três anos após o massacre ocorrido em Ghouta, nas proximidades de Damasco. Na ocasião, o governo da Síria utilizou gás sarin para bombardear opositores e deixou ao menos 1.400 mortos. Após o episódio, a Síria sinalizou interesse em aderir à Convenção internacional de Armas Químicas.

A nova denúncia foi feita dias depois de o hospital pediátrico de Idlib ter sido atingido, na última sexta-feira (29), por um bombardeio que matou pacientes e médicos , como informou a ONG Save The Children, ressaltando que o local realiza cerca de 300 partos por dia e atende 1,3 mil mulheres todo mês.

A Associação Médica Independente da Síria disse que ao menos sete hospitais de campanha e um banco de sangue  foram bombardeados na semana passada nas imediações da cidade síria de Alepo por forças russas e pelo regime do ditador Bashar al-Assad.

A Organização das Nações Unidas (ONU) se ofereceu para controlar os corredores humanitários criados pela Rússia em Alepo para permitir que 250 mil civis fujam da cidade sitiada. O episódio também foi registrado não muito distante de onde um helicóptero militar de Moscou foi abatido nesta segunda-feira. Todos os cinco tripulantes morreram.

Evasivo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse após as denúncias na Síria que "é muito difícil responder a essas notícias, que nem sempre se sabe de onde vêm".

*Com informações da agência Ansa

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