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Foragidos estavam escondidos em floresta próxima a resort em Marmaris; local de férias de Erdogan era um dos alvos de ataques previstos para julho

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, estaria de férias  no resort  de  Marmaris quando o golpe fosse iniciado
Reprodução/Twitter
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, estaria de férias no resort de Marmaris quando o golpe fosse iniciado

Autoridades turcas  informaram nesta segunda-feira (1º ) que  11 suspeitos de participar  da tentativa de sequestro do presidente Recep Tayyip Erdogan  foram capturados. Foragidos há duas semanas, os homens estavam escondidos em uma floresta 50 quilômetros distante do resort de Marmaris. De acordo com as autoridades, Erdogan estaria de férias no local quando o golpe foi iniciado.

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Uma série de ações estava prevista para aquele 15 de julho em três cidades: Marmaris, Istambul e Ancara, capital do país. No entanto, o presidente turco fugiu do local antes, fato importante para que o governo impedisse o golpe. 

Foram mortas 271 pessoas na tentativa de tomada do poder. Segundo estatísticas do governo, 170 deles eram civis e outros 34 militares diretamente ligados ao golpe, além de 62 policiais e cinco soldados considerados leais ao governo.

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O irmão de Erdogan, Fethullah Gulen, vive atualmente nos Estados Unidos e é acusado pelo presidente de ser o responsável pelo golpe.

Desde a tentativa frustrada, o governo turco prendeu mais de 17 mil pessoas, grande parte militares, além de suspender mais de 50 mil postos de trabalho sob suspeita de apoio a Gulen, que nega as acusações. Ele possui milhares de seguidores na Turquia e  fora do país e diz ser contrário a todas as formas de violência. 

As autoridades ainda disseram que na noite de domingo (31) e início desta segunda-feira os fugitivos restantes foram localizados pelas forças especiais. Apesar de trocas de tiros terem sido registradas, não há informação sobre mortes. Entre os homens capturados, um deles foi identificado como major. Outros 20 homens também foram acusados de participar da missão fracassada contra o presidente Erdogan, o que foi caracterizado como tentativa de assassinato.

*Com informações do Estadão Conteúdo