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Presidente dos Estados Unidos acredita que hackers podem ter invadido sistema da Casa Branca para favorecer Hillary Clinton sobre Bernie Sanders

Suspeitas de Obama foram publicadas no New York Times; escândalo causou renúncia da presidente do Partido Democrata
Reprodução/White House
Suspeitas de Obama foram publicadas no New York Times; escândalo causou renúncia da presidente do Partido Democrata


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira (27) que é possível que a Rússia esteja tentando influenciar o resultado das eleições presidenciais norte-americanas – disputa agora oficializada entre Hillary Clinton e Donald Trump .

Segundo Obama, hackers russos são suspeitos de terem vazado cerca de 20 mil emails trocados entre funcionários do Partido Democrata e a equipe de Hillary Clinton que indicam um suposto favorecimento da cúpula da legenda à candidatura da ex-primeira-dama em detrimento da de Bernie Sanders.

O escândalo provocou a renúncia da ex-presidente democrata Debbie Wasserman  na última segunda-feira (25) e protestos de apoiadores do senador socialista durante a convenção do partido, na Filadélfia. "Tudo é possível", respondeu Obama à "NBC" ao ser perguntado sobre uma possível responsabilidade de Moscou no caso. "Sabemos que russos violam os nossos sistemas, não apenas os do governo, mas os privados."

 Os serviços de inteligência informaram à Casa Branca que há uma "elevada convicção" de que o Kremlin está por trás do vazamento.

A notícia foi publicada pelo jornal The New York Times, que, no entanto, fez a ressalva de que os agentes não sabem ao certo se a ação foi parte de uma atividade de espionagem rotineira – como aquelas que os EUA fazem no mundo todo – ou de um esforço para manipular as eleições presidenciais.

As mensagens eletrônicas foram divulgadas pelo WikiLeaks, cujo fundador, Julian Assange, colabora com a emissora "RT" (ligada ao Kremlin) e declarou sem meias palavras que o material iria prejudicar Hillary na corrida pela Casa Branca. Antes disso, alguns emails foram difundidos pelo hacker Guccifer 2.0, que os espiões norte-americanos acreditam ser um agente da inteligência militar russa.

O escândalo pode travar o desempenho da ex-secretária de Estado na disputa eleitoral e beneficiar seu rival, o magnata Donald Trump, que já foi chamado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, de "brilhante". O republicano, por sua vez, afirmou que as suspeitas contra Moscou são "inverossímeis" e "ridículas".