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Grupo de dez pessoas que planejava ataques com explosivos durante realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro foi detido na quinta-feira

Suspeito de planejar ataque terrorista é preso pela polícia no Aeroporto Internacional de São Paulo, nesta quinta-feira
Mário Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo - 21.07.16
Suspeito de planejar ataque terrorista é preso pela polícia no Aeroporto Internacional de São Paulo, nesta quinta-feira

A investigação da Polícia Federal que elevou de forma sem precedentes o alerta contra o terror no Brasil descobriu suspeitas de que uma ONG estaria envolvida no planejamento de ataques que seriam realizados durante os Jogos Olímpicos que ocorrem a partir do próximo mês. 

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De acordo com a PF, a Operação Hasghtag, responsável por prender dez pessoas em todo o País nesta quinta-feira (21), investiga uma ONG com "atuação na área humanitária e educacional" que teria colaborado com o grupo na intenção de espalhar o terror no Brasil durante a realização da Olímpiada, cuja abertura ocorre no próximo dia 5 de agosto.

Por motivos de segurança, a PF não divulgou o nome dos suspeitos nem da ONG que aparece na investigação.

País em alerta

A operação que levou à prisão dez suspeitos de ligação com o Estado Islâmico contou com a participação de 130 policiais nos Estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

As investigações tiveram início em abril com o acompanhamento de redes sociais pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal (DAT). Os envolvidos participavam de um grupo virtual denominado Defensores da Sharia e planejavam adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil.

A operação ocorre a quinze dias dos Jogos Olímpicos, quando o Brasil receberá federações de atletas de todo o mundo, incluindo países que foram alvos de ataques recentes do grupo. Os mandados de prisão (12 no total) e de busca e apreensão (20) foram expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba, onde vive o líder do grupo suspeito. O processo corre em sigilo.

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Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Morais, integrantes do grupo brasileiro que defendia uso de arma de táticas de guerrilha chegaram a entrar em contato com o Estado Islâmico pela internet e a tentar comprar um rifle AK-47 do mercado negro paraguaio. Além disso, buscaram treinamento em artes marciais e tiro. Não foi identificado, porém, qual seria o alvo do grupo brasileiro.

Os investigados responderão individualmente, na medida de suas participações, pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terror no Brasil. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além de pagamento de multa, enquanto, para o segundo, varia de três a 15 anos de prisão.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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Twitter/Reprodução
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