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Angela Merkel disse que a medida considerada pela Turquia pode encerrar conversas sobre a filiação do país ao bloco; a chanceler criticou ainda as "cenas revoltantes de vingança" contra militares após tentativa de golpe

A chanceler alemã, Angela Merkel, alertou a Turquia sobre pena de morte por meio de seu porta-voz, Steffen Seibert
JOHN MACDOUGALL/AGENCE FRANCE PRESSE/ESTADÃO CONTEÚDO
A chanceler alemã, Angela Merkel, alertou a Turquia sobre pena de morte por meio de seu porta-voz, Steffen Seibert


Uma eventual reintrodução da pena de morte na Turquia – possibilidade considerada pelo governo de Ancara – levará ao fim das negociações para a entrada do país na União Europeia, afirmou o porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel na manhã desta segunda-feira (18).

"Um país que tenha pena de morte não pode ser membro da UE", disse Steffen Seibert, durante coletiva em Berlim. "A implementação de pena de morte na Turquia significaria, desta forma, o fim das conversas sobre a filiação", acrescentou.

Seibert criticou a resposta do governo turco à tentativa de golpe lançada por militares na última sexta-feira (15). Segundo o porta-voz, houve "cenas revoltantes de vingança" contra soldados nas ruas da Turquia. Ele disse ainda que a demissão de milhares de juízes "levanta questões graves e preocupações".

O porta-voz, no entanto, disse que os eventos dos últimos dias na Turquia não afetarão o acordo do país com a UE para limitar o fluxo de refugiados para a Europa, acerto do qual Merkel depende para reduzir o número de pessoas que pedem asilo na Alemanha. "O trato sobre refugiados entre a UE e a Turquia será, por enquanto, visto de forma separada dos eventos do fim de semana", disse o porta-voz.

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