Tamanho do texto

Jovem de 13 anos foi morta em comunidade na Cisjordânia; suspeito morreu após atacar policial, que está em estado grave; autoridades buscam entender as motivações do ataque

Hallel Yaffe Ariel tinha 13 anos quando foi esfaqueada por um palestino enquanto dormia
Reprodução/Facebook
Hallel Yaffe Ariel tinha 13 anos quando foi esfaqueada por um palestino enquanto dormia

Uma garota israelense de 13 anos foi esfaqueada por um palestino nesta quinta-feira (30) na Cisjordânia. Hallel Yaffa Ariel foi levada ao hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. "Depois de se infiltrar na comunidade de Kiryat Arba, o terrorista entrou em uma casa e matou a adolescente em seu quarto", afirmou em nota o exército israelense, responsável pela segurança do povoado onde Hallel vivia. 

Ainda de acordo com o exército do país, o assassino foi morto em seguida por um policial que foi atacado pelo suspeito. O policial foi levado ao hospital e está em estado grave, de acordo com autoridades locais. O ministério da saúde palestino identificou o agressor como Mohammed Tarayreh, de 19 anos, morador de Bani Naim Village, povoado próxima ao ocorrido.

Nos últimos nove meses, a rivalidade entre palestinos e israelenses gerou uma série de ataques na Cisjordânia, território religioso fruto de disputa por ambas nacionalidades. Ao todo, 33 isralenses, dois americanos e 200 palestinos morreram nesses ataques.

A comunidade de Kiryat Arba, onde a adolescente foi morta, é um povoado palestino próximo à cidade de Hebron, palco de diversos ataques entre palestinos e israelenses. Na região, 850 israelenses vivem em meio a 200,000 palestinos. Judeus e Mulçumanos consideram Hebron uma cidade sagrada por entenderem que o personagem bíblico Abrahaam foi interrado no local. 

Benjamin Netanyahu condenou o ataque e pediu atenção do mundo para a região
AFP
Benjamin Netanyahu condenou o ataque e pediu atenção do mundo para a região

Os hediondos ataques se tornaram menos frequentes, porém mais violentos. Em junho deste ano, dois palestinos mataram quatro israelenses em um complexo gastronômico, no centro de Tel Aviv.

Após o ataque desta quinta-feira (30), Forças de Defesa de Israel fecharam a vila do assassino e começaram uma intensa busca para entender os motivos da tragédia. O primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu assegurou que Israel irá revogar todos os vistos de trabalho dos familiares do criminoso e pediu a atenção do mundo para os acontecimentos da região.