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Durante congresso na Noruega, Bergoglio voltou a falar sobre o assunto, que considera uma "ofensa à dignidade humana"

O Dia

Papa desde março de 2013, Francisco recebe duras críticas de setores  conservadores da Igreja
Vincenzo Pinto/Agence France Presse
Papa desde março de 2013, Francisco recebe duras críticas de setores conservadores da Igreja

O papa Francisco voltou a afirmar nesta terça-feira (21) que a pena de morte é "inadmissível", por mais grave que seja o crime cometido. "É uma ofensa à inviolabilidade da vida e à dignidade da pessoa humana que contradiz o desígnio de Deus sobre o homem e a sociedade e sobre a justiça misericordiosa", acrescentou o portífice.

Ainda segundo Francisco, com a pena de morte "não se faz justiça às vítimas, mas se fomenta a vingança". Ele concluiu sua declaração dizendo que o mandamento "não matarás" é válido tanto para os inocentes como para os culpados.

A mensagem foi divulgada em vídeo durante a realização do VI Congresso Mundial contra a Pena de Morte, que acontece em Oslo, na Noruega. Não é a primeira vez que o papa Francisco, considerado um dos mais progressistas da história da Igreja Católica, se posiciona em relação ao tema – desde que assumiu o posto, em março de 2013, ele tem feito críticas à maneira como alguns Estados violam os direitos ao aplicar sentenças de morte.

Em 2015, Francisco o primeiro líder da Igreja Católica a tomar a palavra no plenário norte-americano e fez um discurso inédito pedindo a abolição da pena de morte no país ao Congresso dos Estados Unidos.

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