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Em protesto convocado por sindicatos, policiais reprimiram manifestantes com gás lacrimogêneo e prenderam 15 pessoas

Bombas de gás lacrimogêneo foram usadas pela força policial para dispersar os manifestantes
Alain Jocard/Agence France Presse/Estadão Conteúdo - 14.06.2016
Bombas de gás lacrimogêneo foram usadas pela força policial para dispersar os manifestantes


Um protesto contra a reforma na Lei Trabalhista da França deixou ao menos 26 pessoas feridas nesta terça-feira (14) em Paris. Segundo autoridades locais, 15 pessoas foram presas. O ato foi convocado pelos sete principais sindicatos franceses.

O confronto durou mais de uma hora e centenas de ativistas mascarados enfrentaram a polícia lançando pedras e garrafas contra os agentes, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo. Um dos cartões postais da cidade, a Torre Eiffel teve sua visitação interrompida "devido ao movimento social nacional", informou a administração do monumento.

Segundo os organizadores, a manifestação foi maior do que a registrada em 31 de março, quando 1,2 milhões de pessoas saíram às ruas. Dados oficiais apontam a participação de aproximadamente 390 mil manifestantes.

A reforma trabalhista proposta pelo governo federal tem como meta dar mais flexibilidade para empresas e empregadores negociarem as jornadas de trabalho diretamente com seus funcionários, além de apresentar condições menos restritivas a quem fizer demissões.

Em meio à baixa popularidade, o presidente da França, François Hollande, ainda tem que lidar com os efeitos das greves em diversos setores contrários a mudança. O país ainda está em estado de alerta contra o terrorismo, após um casal de policiais ter sido morto na última madrugada por um militante jihadista.

Veja fotos do enfrentamento em Paris na manhã desta terça-feira: