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Atentado deixou quatro mortos na cidade de Tel Aviv; governo israelense revogou permissão para palestinos em mês sagrado

Dois primos palestinos são acusados pelos atentados; eles e sua família são perseguidos em Israel
Reuters
Dois primos palestinos são acusados pelos atentados; eles e sua família são perseguidos em Israel


Depois que um ataque terrorista deixou quatro mortos na cidade de Tel Aviv, o governo de Israel decidiu revogar a permissão de entrada no país para 83 mil palestinos, que estão vivenciando o mês sagrado do Ramadã.

"Todas as permissões para o Ramadã, em especial para as visitas de famílias da [região de] Judeia e Samaria a Israel foram congelados", informou, em nota, a Coordenação das Atividades Governamentais nos Territórios. A proibição para entrar em Israel não atinge os palestinos que têm autorização para trabalhar no país ou que têm urgências médicas ou humanitárias.

A decisão foi tomada após a visita do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ao local do ataque, que chamou de "selvagem e terrorista". Os responsáveis pela ação são dois primos palestinos que moram em um território israelense em Yatta e já estão presos. Todos os familiares da dupla também foram alvo da proibição da entrada em Israel.

Os mortos foram identificados e tiveram sua identidade revelada pelo governo: Ilana Nave, 39 anos, Mila Mishayev, 32, Ido Ben Aryeh, 42, e Michael Feige, 58. O ataque é mais um do interminável confronto entre israelenses e palestinos, que estão com as negociações de paz suspensas há cerca de dois anos. Desde então, vários ataques de palestinos contra israelenses foram registrados e o governo de Tel Aviv endureceu as regras de circulação dos moradores da Palestina.