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Alemanha é país com maior número de mortos; em Paris, museus são fechados e Sena atinge nível mais alto desde 1982

Estadão Conteúdo

Avalanche em Braunsbach, na Alemanha; fortes chuvas no sul do país provocaram inundações
Deniz Calagan/Agence France Presse - 30.05.16
Avalanche em Braunsbach, na Alemanha; fortes chuvas no sul do país provocaram inundações


Chegou a 12 o número de mortos em consequência das enchentes que têm assolado a Europa devido às fortes chuvas que atingem o continente, de acordo com informações divulgadas pelas autoridades nesta sexta-feira (3). No sul da  Alemanha, ao menos cinco pessoas morreram na véspera, elevando o balanço de vítimas a dez – enquanto outras seguem desaparecidas na região da Baviera. Na França, ao menos duas mortes foram registradas ao longo da semana.

Entre as vítimas estão duas idosas, uma da cidade de Julbach, na Alemanha, e outra de Souppe-sur-Loing, ao sudoeste de Paris. Mesmo com o nível de água caindo, o Serviço Alemão de Meteorologia alertou para a possibilidade de novos intensos temporais ao longo da sexta-feira. 

A França, por sua vez, segue mantendo em alerta 13 departamentos do país, especialmente em Paris, onde o Rio Sena pode ter seu nível atingindo seis metros, o maior em 34 anos.  

Do total, 12 departamentos estão em alerta laranja, indicado para que a população fique atenta em relação às suas atividades usuais – o único em alerta vermelho, último nível da escala, é o de Seine-et-Marne.

Um homem de 74 anos morreu na quinta-feira (2) em Seine-et-Marne, e a ministra da Ecologia da França, Sègolène Royal, não descartou a possibilidade de encontrar mais vítimas quando o nível da água voltar ao normal na região. Segundo a polícia, ele foi levado pelas enchentes depois de ter caído de seu cavalo.

Foi a segunda morte nesta semana em Paris desde que o Sena começou a subir, atingindo seu nível mais alto desde 1982. Uma mulher de 86 anos foi encontrada morta em sua casa inundada em uma vila próxima, disse o Ministério do Interior, e mais de 2 mil pessoas foram retiradas da região.

Museu do Louvre, uma das instituições culturais mais visitadas do mundo, foi fechado ao público
Domínio Público
Museu do Louvre, uma das instituições culturais mais visitadas do mundo, foi fechado ao público


É incomum as ruas de Paris inundarem porque o trecho do rio Sena que atravessa a cidade está alinhado com altos aterros. No entanto, o aumento dos fluxos em direção à capital levou as autoridades a se prepararem para o pior.

O chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, disse que edifícios governamentais ao redor da cidade tem um plano de emergência para esvaziar determinados porões se um alerta for emitido.

Barcos em uma operação de evacuação para os moradores da margem do rio Sena, em de Paris
Christian Hartmann/ Reuters - 3.6.16
Barcos em uma operação de evacuação para os moradores da margem do rio Sena, em de Paris


As chuvas estão afetando a indústria turística da cidade, que tem se esforçado para se recuperar de ataques terroristas e meses de greves e protestos contra a reforma trabalhista. O Museu do Louvre, uma das instituições culturais mais visitadas do mundo, foi fechado ao público para a implementação de um plano de emergência para retirar as obras de arte para pisos superiores.

O Musée d'Orsay – um outro museu ribeirinho que abriga obras de Van Gogh, Manet e outros mestres impressionistas – e a Biblioteca Nacional François Mitterand no leste de Paris, também foram fechados nesta sexta-feira.