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Apenas 1% dos estrangeiros foram realocados em 8 meses; acordo define que todos devem chegar ao destino até 2017

Refugiados de países em crise e guerra civil caminham em fronteira europeia no território grego
Manu Gomez/ Fotomovimiento/Fotos Públicas
Refugiados de países em crise e guerra civil caminham em fronteira europeia no território grego


A União Europeia aumentou o tom e afirmou que poderá punir os países-membros que não cumprirem o acordo de realocações de imigrantes no continente. Segundo a porta-voz da entidade, Mina Andreeva, apenas 1% dos 160 mil estrangeiros que devem ser realocados já chegaram a seus países de destino após oito meses de acordo.

Apesar de admitir que "houve progressos" no tratamento aos refugiados, Andreeva afirmou que o "ritmo de recolocações precisa aumentar" porque o acordo é "legalmente vinculante", ou seja, os Estados-membros que assinaram precisam colocá-lo em prática imediatamente. 

"Enviamos cartas de advertência (aos governos) e, se necessário, não nos envergonharemos em exercer os nossos poderes como guardiões do tratado."

De acordo com dados da entidade, "até esta terça-feira (31) 1.816 pessoas foram realocadas da Itália e da Grécia". O progresso ocorre principalmente pelo fato de, pela primeira vez desde o início da crise de refugiados, uma semana ter sido marcada por realocações diárias. 

Os 160 mil estrangeiros precisam, de acordo com o documento assinado em setembro do ano passado, ser realocados até setembro de 2017. A ideia é tirar dos países que recebem primeiro os estrangeiros, basicamente, Itália e Grécia, o "peso" de lidar com toda a crise imigratória sozinhos. O plano, porém, sofre com grande resistência de diversos países – Croácia, República Tcheca, Alemanha, Holanda, Polônia e Espanha, por exemplo, disponibilizaram menos de 5% das vagas combinadas.

Outras nações que se recusam a aceitar imigrantes realocados são Bulgária e Estônia. Já o grupo chamado de Viségraad – formado por Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Polônia – faz oposição a qualquer iniciativa que pratique a solidariedade a quem foge de perseguições em suas nações de origem.