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Em declaração direcionada ao presidente Nicolás Maduro, diplomatas dos países vizinhos acreditam que "crise na Venezuela deve ser resolvida pelos próprios venezuelanos"

Estadão Conteúdo

Nicolás Maduro vem enfrentando uma forte onda de protestos da oposição que pedem sua saída
Marcos Oliveira/Agência Senado
Nicolás Maduro vem enfrentando uma forte onda de protestos da oposição que pedem sua saída


Venezuela deve levar adiante um diálogo político efetivo para resolver crise, pede uma declaração emitida nesta sexta-feira (20) pelo Ministério das Relações Exteriores do Chile e assinada por diplomatas da Argentina e do Uruguai. O documento dá destaque às áreas de direitos humanos e relações internacionais, além de enfatizar que "no presente momento de grave polarização" que vive a Venezuela, os problemas do país "devem ser resolvidos pelos próprios venezuelanos".

"Com pleno respeito ao princípio de não ingerência em assuntos internos", Argentina, Chile e Uruguai creem que os problemas da Venezuela devem se resolver "em conformidade a sua institucionalidade e observando os compromissos internacionais dos direitos humanos e liberdades individuais".

"Confiamos que o povo venezuelano saberá honrar sua longa tradição democrática e seu histórico compromisso com as soluções políticas pacíficas e de consenso, desalentando assim políticas radicais", diz o comunicado.

Os chanceleres Susana Malcorra, da Argentina, Heraldo Muñoz, do Chile, e Rodolfo Nin, do Uruguai, assinalaram que os pedidos estão dirigidos ao governo de Nicolás Maduro, à Assembleia Nacional e a todas as forças políticas e sociais venezuelanas.