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Jovem, que está grávida, era uma das mais de 200 alunas sequestradas pelo grupo terrorista nigeriano em escola

Integrantes do Boko Haram em imagem de vídeo divulgado pelo grupo terrorista nigeriano
Reprodução/Youtube
Integrantes do Boko Haram em imagem de vídeo divulgado pelo grupo terrorista nigeriano


Amina Ali Nkeri é a primeira das 219 meninas raptadas pelo Boko Haram há dois anos a ser resgatada, anunciaram as autoridades. Ela foi encontrada na terça-feira (18), na cidade nigeriana de Chibok.

Amina, de 19 anos, foi encontrada vagando pela floresta de Sambisa, um dos últimos redutos do grupo radical islâmico Boko Haram. Segundo Tsambido Hosea Abana, um dos líderes do grupo BringBackOurGirls (“tragam nossas meninas de volta”, em tradução livre), que fez campanha pela libertação das jovens, Amina está grávida e visivelmente traumatizada.

Resgatada por vigilantes da floresta de Sambisa, próxima à fronteira com a República dos Camarões, a vítima logo se reecontrou a mãe e foi levada para um acampamento militar na cidade de Damboa, onde recebeu cuidados médicos e assistência psicológica.

Abana declarou que há grande possibilidade de outras meninas sequestradas serem localizadas na mesma floresta, que está na mira das forças nigerianas já há algumas semanas. Ele disse estar trabalhando em conjunto com as autoridades para determinar a identidade de outras garotas que pudessem estar com Amina.

Entenda o caso
Em 14 de abril de 2014, extremistas do grupo Boko Haram bombardearam e invadiram a Escola Secundária de Chibok, um colégio só para meninas, e capturaram 276 alunas. Dezenas delas conseguiram escapar nas primeiras horas, mas 219 continuavam desaparecidas até então.

Milhares de mulheres e crianças foram sequestrados pelo grupo em quase sete anos de insurgência, que já matou mais de 20 mil pessoas dentro e fora das fronteiras da Nigéria. A incapacidade do governo e das forças militares do país em resgatar as meninas de Chibok levou, em parte, à derrota eleitoral do presidente Goodluck Jonathan em 2015.

* Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo

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