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Incêndio já dura oito dias na cidade de Fort McMurray e ainda pode demorar semanas e até meses para ser apagado; mais de mil homens do corpo de bombeiros se dedicam a controlá-lo

BBC

Imagem do espaço mostra cenário trágico se espalhando a partir da região central canadense
ISS/Divulgação
Imagem do espaço mostra cenário trágico se espalhando a partir da região central canadense


O incêndio que atinge há oito dias a província de Alberta, na região central do Canadá, tem tomado proporções cada vez maiores e pode até ser visto do espaço. Imagens divulgadas pelo astronauta britânico Tim Peake, da Estação Espacial Internacional, mostram a região da América do Norte tomada pela fumaça originada dos incêndios no local. É possível notar uma massa branca sobre o continente, que estaria vindo justamente do fogo que tem se alastrado pela região canadense.

O incêndio começou no domingo, 1º de maio, e já forçou mais de 100 mil pessoas a serem evacuadas da região. Dezenas de milhares deixaram o local em mais de 300 voos efetuados dali para a capital da província, Edmonton. E, até domingo (8), o fogo já havia tomado conta de uma área de 1,6 mil km², maior do que toda a cidade de Nova York.

As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas e, até a manhã desta segunda-feira (9), não haviam sido registrados mortos ou feridos em decorrência do incêndio e as causas dele ainda estão sendo investigadas. Segundo as autoridades locais, o fogo ainda poderá durar semanas e até meses – principalmente se as temperaturas continuarem altas na região e se não cair nenhuma chuva considerável. Mais de mil bombeiros estão envolvidos na missão de apagar o incêndio, além de 150 helicópteros, 295 escavadeiras e 27 aviões-tanque.

Uma das cidades mais atingidas, Fort McMurray, é o centro da produção de petróleo da Província de Alberta. A grande preocupação é que o incêndio atinja os próprios locais de produção e tome proporções ainda maiores - no entanto, o fogo tem se afastado da cidade, gerando um alívio para o país.