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Votação é tentativa do primeiro-ministro Viktor Orban de consolidar apoio político à sua posição contrária à imigração

O voto, que deve ser realizado mais adiante neste ano, será validado se tiver 50% de participação
Arquivo: Stephen Ryan / IFRC / Fotos Públicas
O voto, que deve ser realizado mais adiante neste ano, será validado se tiver 50% de participação

A Suprema Corte da Hungria abriu caminho para a realização de uma votação popular proposta pelo governo sobre o plano da União Europeia para que cada país do grupo tenha uma cota para reassentamento de imigrantes e refugiados. A votação popular é uma tentativa do primeiro-ministro Viktor Orban de confirmar o apoio político à posição dele contrária à imigração.

A questão do voto popular é: "Você quer que a União Europeia prescreva o assentamento obrigatório de cidadãos não húngaros na Hungria mesmo sem o consentimento do Parlamento?". Anteriormente Orban já havia dito que um voto no "não" seria uma decisão "a favor da independência da Hungria".

O pronunciamento judicial desta terça-feira (3) é realizado após quatro apelações lançadas contra a decisão do Comitê Nacional de Eleição de realizar uma votação popular sobre a questão. O voto, que deve ser realizado mais adiante neste ano, será considerado válido se a participação ficar em mais de 50% dos eleitores húngaros.