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Atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico e tinha como alvo fiéis de segmento oposto dentro da religião muçulmana

Estadão Conteúdo

Grupo terrorista diz que atentado foi realizado por um suicida; autoridades iraquianas negam
Assad Muhsin/Associated Press/Estadão Conteúdo
Grupo terrorista diz que atentado foi realizado por um suicida; autoridades iraquianas negam


Um carro abastecido de explosivos foi detonado nesta segunda-feira (02) em Bagdá, capital do Iraque, matando ao menos 18 peregrinos xiitas que estavam homenageando um venerado iman (autoridade religiosa muçulmana) em seu aniversário de morte, disseram autoridades. A explosão feriu ao menos 45 pessoas.

Pouco depois da explosão, o grupo Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque em uma declaração online. O Estado Islâmico afirma que o atentado foi realizado por um suicida, mas as autoridades iraquianas negam.

Os militantes frequentemente têm como alvo áreas comerciais e espaços públicos, principalmente em cidades e bairros xiitas. De acordo com um oficial da polícia iraquiana, o carro estava estacionado e explodiu pouco depois do meio-dia (horário local).

Milhares de fiéis xiitas têm feito a sua peregrinação nesta semana com destino ao bairro de Kadhimiyah, onde o iman Moussa al-Kadhim, do século VIII, está enterrado. As forças de segurança tinham bloqueado as principais estradas em Bagdá antes do ataque para proteger os peregrinos que viajam tradicionalmente a pé a partir de diferentes partes do Iraque.

O ataque de segunda-feira aconteceu um dia depois que dois carros-bomba explodiram e mataram ao menos 31 pessoas e feriram outras 52 na cidade iraquiana de Samawah, estes também reivindicados pelo Estado Islâmico.

Veja ação do exército iraquiano para retomar área sob controle do Estado Islâmico:


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