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Grupos contra o governo invadiram a Zona Verde, área de segurança em Bagdá, e entraram no Parlamento no sábado

Canal SkyNews mostra imagens da invasão do Parlamento no Iraque
Reprodução/Twitter
Canal SkyNews mostra imagens da invasão do Parlamento no Iraque

O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, autorizou neste domingo (01) que as autoridades prendam e processem os manifestantes que atacaram as forças de segurança, legisladores e danificaram propriedades do Estado depois de invadir o Parlamento em Bagdá para protestar contra os atrasos nos planos de reforma e na aprovação de um novo governo.

A declaração de al-Abadi veio depois que centenas de manifestantes contra o governo e seguidores do influente clérigo religioso xiita Moqtada al-Sadr derrubaram os muros e entraram na fortificada Zona Verde de Bagdá, onde fica a instituição.

Vídeos em redes sociais mostraram um grupo de homens jovens batendo em dois deputados iraquianos, enquanto eles tentavam fugir da multidão. Manifestantes também foram vistos pulando e dançando em cima das mesas e cadeiras de sala de reuniões do Parlamento e agitando bandeiras iraquianas.

Imagens da invasão do Parlamento no Iraque foram divulgadas nas redes sociais
Reprodução/Twitter
Imagens da invasão do Parlamento no Iraque foram divulgadas nas redes sociais


Os manifestantes finalmente deixaram o parlamento na noite de sábado (30) e se reuniram em uma praça nas proximidades.

Al-Sadr e os seus apoiadores querem reformar o sistema político posto em prática após a invasão liderada pelos EUA em 2003, em que blocos políticos arraigados representam os xiitas, sunitas e curdos do país dependem de patrocínio, resultando da corrupção generalizada e dos serviços públicos pobres. Os principais blocos têm até agora impedido os esforços de reforma da al-Abadi.

No domingo, os manifestantes prometeram continuar os protestos dentro da Zona Verde até que suas exigências sejam atendidas.

O Iraque está mergulhado em uma crise política há meses, dificultando a capacidade do governo de combater o grupo Estado Islâmico - que ainda controla muito do norte e oeste do país - ou resolver uma crise financeira em grande parte motivada pela queda nos preços globais do petróleo.