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Declaração vai de encontro a ação do governo, que chegou a deter opositores no momento em que Obama viajava à ilha

Reuters

Imagem da reunião histórica entre os líderes dos EUA e de Cuba, nesta segunda-feira, em Havana
REUTERS/Jonathan Ernst - 21.03.16
Imagem da reunião histórica entre os líderes dos EUA e de Cuba, nesta segunda-feira, em Havana



O ditador cubano, Raúl Castro, supreendeu jornalistas em encontro com Barack Obama ao responder a uma pergunta sobre presos políticos na ilha caribenha, historicamente conhecida pela detenção pessoas contrárias ao regime, nesta segunda-feira (21), em Havana.  

"Dê-me uma lista dos prisioneiros políticos agora e, se a lista existir, eles serão libertados antes do fim da noite", disse o líder cubano após as reuniões diretas com Obama, primeiro presidente dos EUA a visitar Cuba em quase 90 anos. 

De acordo com opositores à ditadura castrista, o número de presos políticos chegou a 102 no país em 2014. Após a retomada de relações com os EUA, que ainda não levaram ao fim do embargo econômico contra o país caribenho, o regime anunciou a soltura de 53 pessoas que estavam detidas nessas condições – ou seja, ainda existiriam outros.

Na véspera do encontro desta segunda-feira, data em que Obama chegou ao país, o governo cubano deteve dezenas de manifestantes que protestavam contra o regime comunista nas ruas de Havana – todos libertados um dia depois. 

Direitos humanos
Enquanto Castro insistia no encontro que o embargo econômico contra Cuba deveria acabar, Obama pressionava a ditadura a melhorar seu foco em questões de democracia e dos direitos humanos, dois pontos considerados barreiras para a derrubada dos embargos contra a ilha no Congresso norte-americano.

"Nós continuamos a ter sérias diferenças, inclusive sobre a democracia e os direitos humanos", declarou Obama na coletiva de imprensa conjunta, em que Raúl Castro também respondeu perguntas de jornalistas, ato raro para o ditador.

Raúl, por sua vez, ressaltou que o nível na relações dos dois países será muito melhor se os EUA retirarem o embargo comercial que atinge a ilha há 54 anos.

* Com informações da agência de notícias Reuters

Veja fotos da visita de Obama a Cuba: