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Regime norte-coreano disse que o ataque seria "preventivo e ofensivo" contra os exercícios militares de EUA e Coreia do Sul

Kim Jong-un ordenou que armas nucleares fossem preparadas para uso
KCNA/Sputnik
Kim Jong-un ordenou que armas nucleares fossem preparadas para uso "a qualquer momento"

A Coreia do Norte ameaçou fazer um ataque nuclear em resposta aos exercícios militares que os Estados Unidos estão realizando em conjunto com a Coreia do Sul.
A ameaça foi divulgada pela emissora CNN nesta segunda-feira (7), citando um comunicado da Comissão Nacional de Defesa de Pyongyang, publicado pela agência oficial de notícias KCNA.

O regime norte-coreano disse que o ataque seria "preventivo e ofensivo" contra os exercícios militares que começam hoje e devem durar dois meses. Esse tipo de exercício é realizado anualmente entre os EUA e a Coreia do Sul e sempre provoca tensão na península.

Desta vez, as atividades envolvem 300 mil militares sul-coreanos e 17 mil norte-americanos. Seul e Washington dizem que o objetivo é treinar a defesa sul-coreana contra possíveis ataques na região, mas Pyongyang acusa os dois países de quererem atacar seu território.

Na semana passada, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou que as armas nucleares do país fossem preparadas para serem usadas "a qualquer momento" e colocou seu Exército de prontidão.

Um dia antes, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou sanções mais duras contra a Coreia do Norte devido aos testes nucleares e de mísseis. As sanções incluem a inspeção obrigatória de todas as cargas que entrarem e saírem do país asiático em navios ou aviões, a proibição de vendas de armas de pequeno calibre a Pyongyang e a expulsão de todos os diplomatas norte-coreanos condenados por "atividades ilegais".

Em fevereiro, sob protestos da ONU, a Coreia do Norte lançou um foguete de longo alcance com a justificativa de colocar em órbita um satélite de observação terrestre. Mas se suspeita de que o país tenha usado esse argumento como desculpa para realizar mais um teste de mísseis. Além disso, em janeiro, o regime anunciou ter feito um teste com uma bomba nuclear de hidrogênio, que é até 50 vezes mais potente que uma de urânio.

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