Tamanho do texto

Maioria no Parlamento e na Assembleia dos Especialistas foi obtida por candidatos reformistas e moderados, pró-acordo

Estadão Conteúdo

Presidente do Irã, Hassan Rouhani vota na eleição parlamentar em Teerã, na sexta-feira (26)
ASSOCIATED PRESS/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Presidente do Irã, Hassan Rouhani vota na eleição parlamentar em Teerã, na sexta-feira (26)


Candidatos reformistas e moderados obtiveram a maioria das vagas no Parlamento e na Assembleia dos Especialistas, o principal órgão clerical do Irã. O resultado representa uma importante derrota para a linha-dura nas primeiras eleições realizadas desde o acordo nuclear entre Teerã e as potências internacionais – que levou à retirada de sanções contra o país. 

A disputa nas urnas mostrou que os reformistas, favoráveis à expansão das liberdades sociais e do engajamento no diálogo com o Ocidente, conseguiram pelo menos 85 cadeiras. Os conservadores mais moderados, que apoiaram o acordo nuclear, obtiveram 73 postos, dando a esses dois campos a maioria no Parlamento de 290 cadeiras. A linha-dura, contrária ao acordo, obteve 68 vagas, abaixo das 100 do atual Parlamento. Cinco cadeiras foram para minorias religiosas e as outras 59 serão decididas em um segundo turno, provavelmente em abril.

O ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, disse que 62% dos eleitores registrados compareceram para votar. Os moderados obtiveram 59% dos postos na Assembleia dos Especialistas, órgão com 88 integrantes que terá como atribuição eleger em algum momento o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.

O presidente Hassan Rouhani e o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, ambos considerados moderados, mantiveram suas cadeiras no Parlamento.

Mulheres votam em Teerã nas eleições parlamentares iranianas, realizada na semana passada
VAHID SALEMI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Mulheres votam em Teerã nas eleições parlamentares iranianas, realizada na semana passada