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Governo de unidade no país é "a chave" para Líbia conseguir apoio de intervenção estrangeira, afirma secretário de Defesa

Obama já recebeu opções de planos para ações na Líbia, que poderiam envolver outros países
OZAN KOSE / AFP
Obama já recebeu opções de planos para ações na Líbia, que poderiam envolver outros países

O grupo extremista Estado Islâmico, que se espalhou pelo território da Líbia aproveitando o conflito entre dois governo rivais, se tornou forte demais para ser derrotado sem a ajuda dos Estados Unidos, afirmou hoje o general Donald Bolduc, comandante das forças de operações especiais norte-americanas na Ásia.

Segundo ele, a ajuda dos EUA seria necessária mesmo que ambos os lados formassem um governo de unidade.

"Nossa avaliação, olhando puramente através do ponto de vista das forças de operações especiais, é que nossos aliados precisam de nosso apoio e aconselhamento. Eles precisam de treinamento e de mais equipamentos para serem bem sucedidos", disse Bolduc em uma entrevista em Dakar, no Senegal.

O militar não se aprofundou no tema. Este, no entanto, é o comentário mais incisivo sobre a possibilidade de uma ação na Líbia por parte de uma autoridade dos EUA.

O presidente Barack Obama já recebeu opções de planos para ações militares na Líbia, que poderiam envolver outros países. Nesta segunda-feira, o secretário de Defesa, Ash Carter, afirmou que um governo de unidade no país é "a chave" para a Líbia conseguir apoio por uma intervenção estrangeira.

Segundo Carter, no entanto, o mais provável é que a Itália liderasse os esforços militares, dada sua proximidade com o país. Os Estados Unidos dariam "forte apoio ao esforço".

Roma, Paris e Londres se opõem a qualquer ação militar na Líbia antes que um governo de unidade seja formado. Sem ele, intervenções estrangeiras no país podem acender um sentimento nacionalista que poderia empurrar ainda mais pessoas para os braços do Estado Islâmico.

As Nações Unidas têm mediado as negociações entre o governo internacionalmente reconhecido no leste do país e a administração que controla a capital Trípoli, e é controlada por islamistas.

(Fonte: Dow Jones Newswires.)

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