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No poder desde 2006, presidente do país tinha o objetivo de conseguir direito de disputar seu quarto mandato em 2019

Agência Brasil

Previsão inicial de Evo Morales era de que ele venceria com aproximadamente 75% dos votos
José Lirauze/ABI/Fotos Públicas
Previsão inicial de Evo Morales era de que ele venceria com aproximadamente 75% dos votos

O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE) confirmou, nesta quarta-feira (24), que o presidente Evo Morales não poderá disputar uma nova reeleição em 2019, medida que motivou um referendo realizado no país no último domingo (21).

A decisão veio após a apuração oficial quase completa das urnas (99,49%), que davam aos eleitores a opção de optar pelo "não" ou pelo "sim" a uma terceira reeleição do presidente, no poder desde 2006. 

O resultado já era conhecido desde a noite de domingo, quando pesquisas de boca de urna do canal de televisão ATB  indicavam uma apertada derrota de Morales.

No total, o "não" recebeu 51,31% dos votos, enquanto o sim, 48,69%, afirmou em relatório a presidente do TSE da Bolívia, Katia Uriona.

Num país em que o voto é obrigatório, 6,5 milhões de bolivianos, além de outros 300 mil cidadãos do país no exterior, foram chamados às urnas para decidir se o presidente poderia disputar em 2019 um quarto mandato, o que lhe permitiria ficar no poder até 2025.

O governo federal fez a proposta sob a justificativa de que Morales está na verdade em seu segundo mandato, já que, para ele, a contagem deveria ser feita a partir da promulgação da nova Constituição do país, implementada na gestão do presidente boliviano, em 2009. 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se encontra com simpatizantes após votar, em Cochabamba
Noah Friedman/ABI/Divulgação - 21.02.2016
O presidente da Bolívia, Evo Morales, se encontra com simpatizantes após votar, em Cochabamba