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Levantamento impressiona especialmente se comparado aos números de 2015, quando marca só foi atingida em junho

Maioria dos afogamentos ocorreram na rota do Mediterrâneo Oriental, entre Turquia e Grécia
Alexander Gottschalk/ Bundeswehr/Fotos Públicas
Maioria dos afogamentos ocorreram na rota do Mediterrâneo Oriental, entre Turquia e Grécia


Mais de 100 mil refugiados e imigrantes entraram na Europa pelo Mar Mediterrâneo desde janeiro, anunciou a Organização Internacional das Migrações (OIM), nesta terça-feira (23). Os números, que dão conta da crise pela qual passa o continente devido a conflitos especialmente no Oriente Médio e na África, mostram que, no total, 413 morreram durante a travessia.

“Atingimos este número em dois meses”, diz um porta-voz da OIM, Itayi Viriri, destacando que em 2015 a marca dos 100 mil só foi atingida em junho. Das 413 pessoas que morreram durante a travessia, a maioria, 312, se afogou na rota do Mediterrâneo Oriental, entre a costa da Turquia e as ilhas gregas.

Somente à Grécia, mais de 35 mil refugiados chegaram em fevereiro, sendo 48% procedentes da Síria, 25% do Afeganistão, 17% do Iraque, 3% do Irã e 2% do Paquistão. Os restantes 5% são de Marrocos, Bangladesh, Somália, entre outros países.

Em contrapartida, no mesmo mês, na Itália, “foram registrados vários dias sem a chegada de migrantes devido às duras condições do mar”. Somente em um dia, na segunda-feira passada (15), 940 pessoas foram resgatadas no Canal da Sicília. A maioria dos migrantes que entra na Itália é proveniente da África – Marrocos, Guiné-Conacri, Senegal, Gâmbia, Nigéria e Somália.

“Continuamos a registrar a chegada de muitos imigrantes vulneráveis, geralmente em más condições e que foram vítimas de violência por parte dos traficantes. Também há muitas mulheres vítimas de tráfico, uma tendência alarmante que já observávamos em 2015”, explica o porta-voz da OIM na Itália, Flavio Di Giacomo.

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