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Declaração da ONU é uma reação à decisão da Macedônia de recusar passagem a afegãos em sua fronteira com a Grécia


Forças de Segurança da Macedônia na fronteira do país com a Grécia, na semana passada
Forças de Segurança da Macedônia/Fotos Públicas
Forças de Segurança da Macedônia na fronteira do país com a Grécia, na semana passada


O “bloqueio crescente” de fronteiras europeias vai provocar ainda “mais o caos e a confusão” no continente, advertiu o Alto-Comissariado da Organização das Nações Unidass (ONU) para os Refugiados, Filippo Grandi, nesta terça-feira (23). O alerta foi feito durante uma visita ao centro de registro de Lesbos, principal porta de entrada de migrantes na Europa, na Turquia.

“Estou muito preocupado com as notícias sobre um fechamento crescente de fronteiras europeias ao longo da rota dos Balcãs porque isso vai criar mais caos e confusão e, muito provavelmente, aumentar os fluxos irregulares”, disse ele.

A declaração de Grandi é uma reação à decisão anunciada no domingo (21) pela Macedônia de recusar passagem aos afegãos em sua fronteira com a Grécia, bloqueando milhares de pessoas que pretendiam seguir para a Europa central e do norte. O tráfego na mesma região também foi dificultado pela introdução de um controle mais rígido de documentos para sírios e iraquianos.

“Isso vai aumentar o fardo da Grécia, que já assume uma responsabilidade muito pesada, e criar desordem nos países que recebem migrantes e refugiados em um momento em que ainda não há alternativas para a gestão dos fluxos migratórios", acrescentou o representante da ONU.

“O programa europeu de relocalização ainda é muito limitado e o programa de reinstalação na Turquia ainda não começou. Assim, fechar fronteiras ou geri-las de forma rigorosa na ausência de alternativas legais e seguras para os refugiados vai aumentar o caos e, muito provavelmente, os movimentos irregulares que põem as pessoas em risco."

Números divulgados pela Organização Internacional das Migrações (OIM), nesta terça-feira, mostram que mais de 100 mil pessoas chegaram à Europa por meio do Mar Mediterrâneo desde 1° de janeiro, a esmagadora maioria pela Grécia.

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