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Observatório Sírio para Direitos Humanos afirma que número de feridos nos entornos da capital Damasco chegou a 180

Rastro de destruição deixado pelos explosivos do Estado Islâmico na cidade de Sayyidah Zaynab
Reprodução/Twitter
Rastro de destruição deixado pelos explosivos do Estado Islâmico na cidade de Sayyidah Zaynab

Dezenas de pessoas morreram em uma série de ataques com carros-bomba realizados na Síria, neste domingo (21). Concentrados na cidade de Homs e no sul do estado de Rif Dimashq, onde fica a capital do país, Damasco, os atentados foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico, com ampla atuação no território sírio. 

Baseada em Londres com colaboradores espalhados pela Síria, a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirma que 59 pessoas morreram em Homs, no Oeste do país, sendo 39 delas civis, como consequência de duas explosões que atingiram um bairro predominantemente alauíta, um minoritário credo xiita ao qual pertence o presidente sírio, Bashar al Assad.

Horas depois, três violentos ataques ocorreram em de Sayyidah Zaynab, cidade localizada a cerca de 17 quilômetros ao sul de Damasco, tendo um total de 62 mortos e 180 feridos. Os atentados foram praticados por dois homens-bomba e por um veículo com explosivos. A ONG adverte que o número de vítimas deve subir devido à situação grave de muitos dos atingidos.

Um dos primeiros centros da revolta contra o presidente Assad, Homs já foi apelidada de "capital da revolução". No entanto, desde o ano passado, após um acordo de cessar-fogo, os rebeldes deixaram a cidade, deixando-a nas mãos do governo – e levando-a a se tornar palco regular de atentados a bombas. 

Desesperou de civis após a explosão de um carro-bomba em um bairro da cidade de Homs
Reprodução/Twitter
Desesperou de civis após a explosão de um carro-bomba em um bairro da cidade de Homs


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