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Será a primeira vez em oito décadas que um presidente dos EUA visita a ilha no Caribe, acusada de violar direitos humanos

Presidente norte-americano acena para jornalistas no jardim da Casa Branca, em setembro
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Presidente norte-americano acena para jornalistas no jardim da Casa Branca, em setembro

O presidente  Barack Obama anunciou em sua página no Twitter, nesta quinta-feira (18), que visitará Cuba pela primeira vez em março, medida histórica que o torna o primeiro mandatário do país a ir para a ilha em cerca de oito décadas.

Segundo representantes da Casa Branca, a viagem será realizada entre os dias 21 e 22 de março e a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, acompanhará o chefe de Estado. 

"No próximo mês irei viajar a Cuba para avançar no progresso e nos esforços para melhorar a vida do povo cubano", postou o presidente. A viagem a Cuba deve fazer parte de um giro pela América Latina, disseram fontes da Casa Branca, que pediram anonimato, à emissora norte-americana "ABC".

Histórica e criticada
A histórica viagem ocorre em meio ao processo de retomada nas relações entre os dois países, anunciado em dezembro de 2014. Desde então, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, visitou a ilha, Washington tirou o país caribenho da lista de nações que apóiam o terrorismo e as duas partes avançaram no que diz respeito à abertura de viagens e negócios bilaterais.

O pré-candidato republicano Ted Cruz: filho de cubanos, ele criticou anúncio do democrata
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O pré-candidato republicano Ted Cruz: filho de cubanos, ele criticou anúncio do democrata

No começo desta semana, por exemplo, autoridades norte-americanas anunciaram a retomada de voos comerciais entre os países. "Já fizemos progresso significante. Nossa bandeira está hasteada em nossa Embaixada em Havana novamente. Mais americanos do que nunca estão viajando para Cuba", destacou Obama.

Se encontrou elogios entre seu eleitorado, Obama foi também altamente criticado por seus detratores, entre eles pré-candidatos republicanos à presidência dos EUA, caso de Ted Cruz e Marco Rubio, ambos filhos de imigrantes.

Cruz, cujo pai é cubano, disse que Obama não deve visitar o país enquanto os irmãos Castro, acusados de desrespeitarem os direitos humanos, estiverem no poder. Já Rubio chamou o governo cubano de uma "ditadura comunista anti-norte-americana".

Em seu anúncio, Obama ressaltou que, apesar da visita, "ainda temos diferenças com o governo cubano", especialmente no que diz respeito a questões relacionadas aos direitos humanos.