Tamanho do texto

Ativista australiano comemora parecer em videoconferência, mas Reino Unido diz que recorrerá da decisão da ONU

Julian Assange está há mais de três anos refugiado na embaixada do Equador em Londres
Wikimedia Commons
Julian Assange está há mais de três anos refugiado na embaixada do Equador em Londres


Conforme adiantado na quinta-feira (4) pela imprensa britânica, a Organização das Nações Unidas (ONU) considerou anunciou considerar arbitrária e equívoca a maneira como o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, está detido em Londres, e exigiu a soltura imediata do ativista australiano, nesta sexta. Ele comemorou a conclusão do relatório em videoconferência.

Assange está há mais de três anos refugiado na embaixada do Equador na capital britânica devido ao risco de ser preso caso deixe a sede diplomática, já que responde por processos de abuso sexual na Suécia e está na lista de procurados da Interpol.

O Reino Unido aprovou sua extradição à Suécia em 31 de maio de 2012, sob a acusação de abuso sexual. O ativista teme que, caso seja enviado ao país, as autoridades o enviarão novamente aos Estados Unidos, onde é acusado de crimes contra a nação por divulgar segredos e documentos diplomáticos por meio de seu site, WiliLeaks.

O grupo de especialistas das ONU pediu que a Suécia e o Reino Unido soltem o ativista, alegando que Londres e Estocolmo precisam respeitar a integridade física e a liberdade de movimento do australiano. De acordo com o comitê, Assange também tem o direito de ser ressarcido. 

O governo britânico, no entanto, ressaltou que não pretende libertar Assange e que as avaliações do painel da ONU não "mudam em nada" a situação atual.

Um porta-voz do Ministério das relações Exteriores afirmou que o país vai "contestar formalmente este parecer". O secretário de Política Externa britânico, Philip Hammond, por sua vez, definiu o relatório do comitê como "ridículo". "Assange pode sair da embaixada quando quiser, mas deverá responder à Justiça da Suécia se decidir fazer isso", completou.

Na quinta-feira (4), o ativista disse que estava disposto a se entregar às autoridades caso o comitê da ONU concluísse que sua situação não configura uma detenção ilegal.

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.