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Presidente celebrou retirada de bloqueios impostos ao país persa

Um dia depois de ter entrado em vigor o acordo sobre o programa nuclear do Irã, o presidente Hassan Rohani disse neste domingo (17), durante uma coletiva de imprensa transmitida em rede nacional, que os Estados Unidos não podem mais impor sanções contra o país persa. 

UN Photo/Loey Felipe/ Fotos Públicas
"Os Estados Unidos não estão mais na posição de impor novas sanções contra o Irã", declarou Rohani

No último sábado (16), a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) publicou um relatório que diz que Teerã está cumprindo sua parte no pacto e autoriza a plena implantação do acordo. Com isso, os EUA, a União Europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU) revogaram imediatamente os bloqueios impostos durante anos à economia iraniana. 

"Os Estados Unidos não estão mais na posição de impor novas sanções contra o Irã", declarou Rohani. Segundo o presidente, o país precisa de US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões de investimentos estrangeiros por ano para alcançar um crescimento de 8%. Seu objetivo declarado é promover uma "mutação" no Irã, criando novos postos de trabalho. 

O Ministério do Petróleo já ordenou às empresas que aumentem a produção para impulsionar a exportação do produto. O plano do governo é elevar as vendas ao exterior em 500 mil barris por dia nos próximos meses.

"Todos estão felizes com a implantação do acordo, menos Israel, os que tentam criar divisões na comunidade islâmica e os lobbies extremistas nos Estados Unidos", disse Rohani durante um discurso no Parlamento. 

O acordo nuclear, assinado em Viena, na Áustria, em julho passado, prevê a eliminação das sanções impostas à economia iraniana nos últimos anos. Em troca, o país persa se comprometeu a limitar suas atividades atômicas, incluindo a interrupção do enriquecimento de urânio na usina de Fordow e a redução de suas centrífugas, que passarão de mais de 19 mil para 6,1 mil em um período de 10 anos. 

Além disso, o Irã permitirá a realização de inspeções periódicas por parte da ONU em suas instalações.

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