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Um jovem de 23 anos ficou ferido ao ser baleado na cidade de Dreieich, no norte alemão, na madrugada desta segunda-feira

Autoridades analisam local atacado por homem ainda não identificado na cidade alemã
Twitter/Reprodução - 04.01.2016
Autoridades analisam local atacado por homem ainda não identificado na cidade alemã


Marcado por uma onda de refugiados só observada anteriormente durante a II Guerra Mundial, 2015 acabou dando ao mundo esperança por uma realidade melhor em 2016. Mas o início do novo ano não demonstra que a situação ficará mais confortável para as pessoas que, desesperadas, têm abandonado a violência e miséria de seus países, especialmente ao longo dos últimos 12 meses.

Dois casos ocorridos em abastadas nações europeias nesta segunda-feira (4) deixam claro isso. Em Dreieich, na Alemanha, um homem abriu fogo contra um centro de acolhimento de refugiados, deixando ferido ao menos um jovem de 23 anos, de acordo com o jornal alemão "Bild". 

Na mesma data, a Suécia anunciou o reforço do controle de suas fronteiras, passando a obrigar quem quer entrar no país a partir da Dinamarca a apresentar passaportes – prática que não vinha sendo aplicada há anos visto que a nação nórdica faz parte do espaço de Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre os países signatários, sem controles de fronteiras. 

Ponte Öresund, que liga, por meio de túnel que cai em ilha artificial, Copenhagen a Malmö
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Ponte Öresund, que liga, por meio de túnel que cai em ilha artificial, Copenhagen a Malmö

De acordo com as autoridades alemãs, o atentado em Dreieich foi realizado por volta das 2h30 locais por um homem ainda não-identificado. Foram, no total, quatro ou cinco disparos, dos quais ao menos um atingiu o jovem, que estava dormindo. 

Ainda não se sabe se o ataque teve motivações xenófobas ou se foi motivado por uma briga entre grupos de nacionalidades diferentes que estão no local. "Estamos investigando em todas as direções", disse um porta-voz da polícia. Ao todo, o centro de acolhimento de Dreieich hospeda 37 imigrantes de vários países.

Fronteiras controladas
Pouco após o ataque, ainda pela manhã, a Suécia introduziu controles de identidade para os viajantes que vem da Dinamarca para tentar reduzir o fluxo de imigrantes do país. Segundo as autoridades, o maior controle ocorrerá na entrada da ponte de Öresund – que liga Copenhague a Malmo por meio de um túnel que cai em uma linha artificial.

J á quem viaja de trem precisará se encaminhar para um posto de controle no aeroporto de Copenhague para ser submetido aos controles. Em 2015, a Suécia recebeu mais de 150 mil pedidos de asilo de estrangeiros, de acordo com o governo. 

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