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A medida adotada entre governo e guerrilheiros aproxima um acordo de paz; o conflito interno já dura mais de meio século

Os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo de Bogotá deram mais um grande passo na direção de um acordo de paz, que deve ser assinado em março. As partes acordaram na última terça-feira (15), sobre os termos de reparação às vítimas do conflito interno, que dura mais de meio século. "Nunca estivemos tão próximos da paz", declarou o presidente Juan Mnauel Santos, em pronunciamento em rede nacional. Representantes das Nações Unidas (ONU) disseram que o acordo se trata de "um passo vital em direção à paz".

Alguns obstáculos continuam travando acordo final, cuja negociação iniciou em 2012,  em Cuba
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Alguns obstáculos continuam travando acordo final, cuja negociação iniciou em 2012, em Cuba


Representantes das Farc declararam sua intenção de fazer esforços para procurar as vítimas desaparecidas, punir os responsáveis por crimes e compensar os afetados e seus parentes, assim como comunidades atingidas pela violência.

O documento de 63 páginas sobre o quinto ponto da agenda de debates também estabelece uma comissão independente que garantirá que abusos aos direitos humanos não voltarão a ser cometidos nas regiões onde os confrontos entre a guerrilha e as Forças Armadas e grupos paramiliatares de direita foram registrados.

Com o anúncio desta terça, apenas alguns obstáculos continuam travando um acordo final, cuja negociação teve início no final de 2012 em Havana, Cuba. Desde a criação das Farc, em meados da década de 1960, calcula-se que ao menos 218 mil pessoas tenham sido mortas, sendo que 177 mil delas eram civis. Foram 21 mil sequetros e 27 mil pessoas permanecem desaparecidas.

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