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Também na Cisjordânia, na cidade de Hebron, mais um israelense foi esfaqueado por um palestino, nesta sexta-feira

Chamas dominam templo na cidade de Nablus, que foi bloqueada pelo Exército de Israel
Reprodução/Twitter/Peter Lerner
Chamas dominam templo na cidade de Nablus, que foi bloqueada pelo Exército de Israel

Dezenas de palestinos atearam fogo no túmulo de José, local considerado sagrado pela religião judaica, nesta sexta-feira (16), anunciaram as autoridades locais. O templo é localizado em Nablus, na Cisjordânia.

O ataque do grupo de palestinos foi feito por meio de bombas incendiárias atiradas contra o local de peregrinação, que provocaram sérios danos. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou o ataque e o chamou de "irresponsável".

"Estes atos ilegais são uma ofensa à nossa cultura, religião e moral", disse Abbas, anunciando a formação de uma comissão para investigar o caso. O fato também repercutiu com força dentro do governo israelense.

O ministro Uri Ariel chamou de "irônico" que palestinos em "profanem e queimem um lugar sagrado", ao mesmo tempo em que reclamam das mudanças nas políticas de acesso à Esplanada das Mesquitas.

Já o ministro das Relações Exteriores de Israel, Dore Gold, disse que o ataque "traz à tona as ações dos elementos islâmicos mais extremistas, do Afeganistão à Líbia". "O incêndio foi cometido só porque o local é de oração para os judeus. Isso demonstra o que aconteceria em Jerusalém se os locais sagrados ficassem nas mãos das lideranças palestinas", criticou ele. "Só Israel pode proteger os lugares santos." 

O incêndio ocorre em meio à escalada da tensão entre palestinos e israelenses, após duas semanas de atentados na região, principalmente em Jerusalém. O grupo militante palestino Hamas convocou para esta sexta-feira (16) um dia de fúria contra Israel.

Logo pela manhã, um jovem israelense foi apunhalado por um palestino em Hebron, na Cisjordânia, de acordo com a Rádio Militar. O agressor teria sido detido em seguida pela polícia.

Ao menos 32 palestinos e sete israelenses morreram nas últimas semanas em uma série de atos de violência. A tensão, intermitente na região, recomeçou no início de outubro, quando dois judeus foram mortos na frente de seus filhos em um carro na Cisjordânia.

Outro caso recente de violência ocorrido em Israel, no início do mês, quando palestino matou dois
AP Photo/Mahmoud Illean - 3.10.15
Outro caso recente de violência ocorrido em Israel, no início do mês, quando palestino matou dois

Desde então, diversos ataques de ambos os lados foram registrados, e já há quem fale em uma terceira Intifada, a revolta palestina contra o Estado judaico que no total deixou milhares de mortos de ambos os lados da década de 1980 para cá – a primeira foi entre 1987 e 1993 e a segunda, entre 2000 e 2005.

Segundo o Antigo Testamento, José, um dos 12 filhos de Jacó, foi vendido por seus irmãos e levado ao Egito, onde se tornou um homem de grande influência.

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