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A partir deste mês ficou proibido fumar no interior de espaços públicos, locais de trabalho e também nos transportes públicos

BBC

Autoridades de Pequim, na China, criaram um disque-denúncia para punir fumantes que infrinjam uma nova lei antifumo.

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Desde o início deste mês, está proibido fumar no interior de espaços públicos, locais de trabalho e transporte público da cidade
Reprodução/BBC
Desde o início deste mês, está proibido fumar no interior de espaços públicos, locais de trabalho e transporte público da cidade

Desde o início deste mês, é proibido fumar no interior de espaços públicos, locais de trabalho e transporte público da cidade.

Dia 1:  Na China, um país de fumantes, Pequim proíbe o fumo em locais fechados

Cientes de que outras proibições do tipo não vinham sendo respeitadas, as autoridades decidiram recorrer à própria população para vigiar infratores e denunciar eventuais violações à nova lei, informou o o jornal Beijing News. As denúncias serão investigadas pela secretaria de saúde municipal.

Quem violar as regras poderá pagar multas que variam de 200 yuan (R$ 90) para indivíduos até 100 mil yuan (R$ 50 mil) para empresas.

No entanto, os reincidentes terão uma punição mais dura: seus nomes aparecerão em um site do governo por um mês, junto com as todas as infrações cometidas, acrescentou o jornal.

Além do disque-denúncia, a Prefeitura de Pequim divulgou uma cartilha contendo gestos que podem ser usados para pedir que as pessoas parem de fumar. Os sinais representam frases como "por favor, pare", "eu me importo" e "não faça isso".

A China possui um terço da população de fumantes do mundo ─ são 300 milhões no total. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 1 milhão de chineses morrem por doenças relacionadas ao tabagismo todos os anos. Desse total, 100 mil resultam do fumo passivo.

Enquanto a nova lei antifumo só vigora na capital, o governo chinês recentemente anunciou uma ampla gama de medidas de cunho nacional para tentar reduzir o consumo de cigarros.

Recentemente, o imposto sobre o tabaco foi aumentado de 5% para 11%, e restrições à propaganda de cigarros devem passar a valer a partir de setembro.

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