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Medida marca grande passo no fim das hostilidades entre países

Encontro de Obama com Raúl Castro em 2014 marcou início da reaproximação entre os países
AFP
Encontro de Obama com Raúl Castro em 2014 marcou início da reaproximação entre os países

O presidente Barack Obama vai anunciar nesta quarta-feira (1º) que os  Estados UnidosCuba chegaram a um acordo para abrir embaixadas em Havana em Washington, disse um alto funcionário da administração norte-americana. O anúncio marca um grande passo no fim das hostilidades entre os dois antigos adversários. 

Os EUA e Cuba têm negociado o restabelecimento de embaixadas na sequência do anúncio de 17 de dezembro de que iriam caminhar para a restauração dos laços entre os dois países.

Para Obama, o fim do congelamento das relações com Cuba é visto como central para  seu legado na política externa. O presidente há muito tem elogiado o valor do engajamento e argumentado que o embargo dos EUA à ilha comunista, localizada a 145 km ao sul da Flórida, não é eficiente.

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Obama e o secretário de Estado, Jonh Kerry, devem falar na manhã desta quarta-feira (1º) sobre a abertura de embaixadas. O oficial insistiu em anonimato porque não estava autorizado a falar publicamente sobre o assunto antes do presidente.

Desde o fim dos anos 1970, os EUA e Cuba têm operado missões diplomáticas chamadas de seções de interesse nas capitais um do outro. As missões ficam tecnicamente sob a proteção da Suíça e não têm o mesmo status de embaixadas plenas.

Ao mesmo tempo em que a abertura de embaixadas marca um importante passo no relaxamento entre EUA e Cuba, questões significativas continuam a existir no processo de normalização das relações. Entre elas: diálogos sobre direitos humanos; demandas por compensação de confiscos de propriedades norte-americanas em Havana e prejuízos causados a Cuba pelo embargo; e uma possível cooperação no policialmento, incluindo o delicado tópico de fugitivos dos EUA que refugiados em Havana.


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