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Procurador-geral indicou milhares de islâmicos para serem julgados, desde o golpe que tirou o ditador Mohamed Morsi do poder, resultando em pena de morte para centenas de pessoas

Agência Brasil

Procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, foi levado para o hospital com deslocamento do ombro e corte no nariz
AP
Procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, foi levado para o hospital com deslocamento do ombro e corte no nariz

O procurador-geral do Egito, procurador-geral Hisham Barakat, morreu nesta segunda-feira (29) após sofrer um atentado à bomba no Cairo, anunciou à agência AFP o ministro da Justiça. Barakat, de 65 anos, chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu a uma heomorragia interna. A explosão destruiu pelo menos cinco veículos e várias vitrines de uma rua no distrito de Heliopolis.

Em 21 de maio, o ramo egípcio do grupo terrorista Estado Islâmico fez apelos por ataques contra membros do judiciário local, em represália pela condenação de vários simpatizantes do grupo nas últimas semanas. O procurador-geral do Egito ficou ferido quando seu carro foi bombardeado, depois que terroristas islâmicos juraram vingança contra os representantes do poder judicial.

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No hospital, um guarda-costas ainda ferido contou à agência noticiosa AFP como foi a explosão: "Houve uma explosão enorme. De repente tinham vidros voando por todos os lados. Foi como se fosse um tremor de terra".

A explosão veio ou de uma bomba em um carro estacionado ou de uma bomba escondida embaixo de um dos carros da comitiva, disse o responsável pelo departamento de bombas local, o general Mohamed Gamal.

O procurador indicou milhares de islâmicos para serem julgados, desde o golpe que tirou o antigo presidente Mohamed Morsi do poder, em 2013, resultando em sentença de morte para centenas de pessoas.

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Policiais guardam o hospital para onde foi levado o procurador-geral Hisham Barakat foi levado após o atentado
AP
Policiais guardam o hospital para onde foi levado o procurador-geral Hisham Barakat foi levado após o atentado




O ataque desta manhã foi o mais violento contra um alto funcionário das autoridades judiciais do Egito, desde que os jihadistas tentaram assassinar o ministro do Interior anterior em um ataque suicida, no final de 2013. O atentado foi reivindicado pela organização Ansar Beit al-Maqdis, com sede no Sinai, que jurou fidelidade ao Estado Islâmico.

Numa mensagem de vídeo divulgada recentemente, e na sequência do enforcamento de seis homens condenados por ataques, o grupo afirmou: "Por Deus, vamos procurar vingança para os nossos irmãos e outros como eles, contra o partido que os sentenciou e contra o partido que implementou a sentença".

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