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França afirma que busca “um acordo robusto, que reconheça ao Irã o direito a um programa nuclear civil, mas que garanta que o país renuncie efetiva e definitivamente às armas"

O chefe da diplomacia francesa expôs neste sábado (27) três condições para um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear: limitação das capacidades iranianas, inspeções internacionais e sanções em caso de violação. Na chegada a Viena, capital da Áustria, que recebe a última e decisiva rodada de negociações com o Irã, o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que busca “um acordo robusto, que reconheça ao Irã o direito a um programa nuclear civil, mas que garanta que o Irã renuncie efetiva e definitivamente às armas nucleares”.

Para isso, a França identifica três condições “indispensáveis”: uma "limitação duradoura" das capacidades nucleares iranianas; o acesso internacional a todas as instalações iranianas, incluindo as militares, e o retorno automático das sanções internacionais contra o Irã, em caso de violação do acordo. Essas exigências “ainda não foram aceitas por todos” os negociadores, mas constituem “uma base indispensável para um acordo”, na opinião da França, que considera que “respeita a soberania do Irã”.

Irã, de um lado, e Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, do outro, tentam chegar a um acordo neste domingo (28) ou segunda-feira (29), já que o prazo para uma decisão é terça-feira (30). A alta representante da União Europeia, Federica Mogherini, que coordena o grupo internacional, chegará a Viena neste domingo.

Os principais pontos de discórdia são o regime de inspeções a que o Irã deve se submeter e as modalidades de levantamento das sanções internacionais, as quais Teerã exige suspensão imediata após o cumprimento do acordo.

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