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Atos praticamente simultâneos deixaram mais de 60 mortos na Tunísia, Kuwait e França; feriado de 4 de julho, daqui a uma semana, é um dos mais importante entre os norte-americanos

Os EUA elevaram o alerta para risco de ameaças e ataques terroristas às vésperas de um de seus principais e mais celebrados feriados nacionais, o 4 de Julho, quando é comemorada a independência do país.

A sede do poder Executivo norte-americano, em Washington: feriado é em apenas uma semana
Divulgação
A sede do poder Executivo norte-americano, em Washington: feriado é em apenas uma semana

O Departamento de Segurança Nacional, o Centro Nacional de Contraterrorismo e o FBI emitiram um boletim alertando para os riscos, divulgado pela rede de notícias CNN, nesta sexta-feira (26).

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O boletim não alerta para planos específicos, mas, sim, serve como um aviso geral sobre os riscos de intensificação de ameaças atreladas à data.

Sua divulgação vem em um período no qual o FBI e a divisão de segurança nacional do Departamento de Justiça têm intensificado prisões e acusações contra supostos extremistas que estariam planejando ataques ou apoiando grupos como o Estado Islâmico.

Pânico em três continentes
A sexta-feira foi marcada por ataques a três países de três continentes distintos que deixaram mais de 60 mortos.

Na França, um homem foi decapitado e outras pessoas ficaram feridas em um ataque a uma usina de gás. Na Tunísia, atiradores mataram pelo menos 37 pessoas – a maioria turistas estrangeiros – em uma praia na cidade de Sousse. E no Kuwait, o suicida responsável pelo ataque explodiu uma bomba em uma mesquita no país, deixando ao menos 25 vítimas fatais.

Veja fotos dos atentados terroristas que ocorreram nesta sexta-feira:

Os três ataques aconteceram no mês sagrado do Ramadã – período de jejum para os muçulmanos. O grupo que se autodenomina Estado Islâmico chegou a fazer uma convocação para seus seguidores aumentarem o número de ataques durante esse período. No entanto, até agora, o grupo extremista apenas assumiu a autoria de um dos atentados – o do Kuwait.

Na Tunísia, ainda não há suspeita de quem estaria por trás do ataque. O país sofreu com algo parecido em março, quando atiradores mataram 22 pessoas em um museu popular entre turistas.

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Na França, o suspeito pelos ataques foi identificado como Yassin Salhi, que tem em torno de 35 anos. Autoridades disseram que o corpo da vítima foi encontrado com inscrições em árabe e com uma bandeira islâmica por perto. A agência de notícias AFP relatou que as palavras em árabe foram escritas na cabeça da vítima.

* Com CNN e BBC

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