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Emenda contempla o cancelamento da cidadania de pessoas com dupla nacionalidade que combatam nessas organizações

Os cidadãos com dupla nacionalidade que ajudem terroristas podem automaticamente perder a cidadania australiana, mesmo que nunca tenham saído do país, de acordo com a nova legislação aprovada nesta quarta-feira (24) no Parlamento de Camberra.

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Investigadores do FBI perto do apartamento que seria de um dos homens armados que invadiram evento de cartoons sobre Maomé no Texas, EUA (maio/05)
AP
Investigadores do FBI perto do apartamento que seria de um dos homens armados que invadiram evento de cartoons sobre Maomé no Texas, EUA (maio/05)

A emenda contempla o cancelamento automático da cidadania australiana a pessoas com dupla nacionalidade se combaterem em uma organização estrangeira que esteja incluída na lista negra de terrorismo.

Além disso, os que têm dupla nacionalidade também perdem automaticamente a cidadania australiana se forem condenados pelos tribunais por crime de terrorismo ou demonstrar “conduta” terrorista.

O ministro da Imigração, Peter Dutton, explicou que essa "conduta" refere-se ao "uso de explosivos, à participação em atos terroristas, a receber ou dar formação com vistas à participação ou assistência em atos de terrorismo".

Cerca de metade dos 120 australianos que as autoridades estimam estar nas fileiras de grupos jihadistas no Oriente Médio têm dupla nacionalidade, segundo o governo de Camberra.

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