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Governo francês considera "inaceitável a espionagem entre aliados" e convocou a embaixadora dos EUA para explicações

Agência Brasil

Um funcionário do alto escalão do serviço de informações francês vai viajar para os Estados Unidos “nos próximos dias” para falar com as autoridades sobre revelações de que três presidentes franceses foram espionados pelos norte-americanos, anunciou nest aquarta-feira (24) o governo francês.

Dia 23:  François Hollande convoca reunião por causa de escutas dos Estados Unidos

O presidente francês, François Hollande, à esq., e o ministro das Relações Exteriores francês Laurent Fabius presidem reunião no Palácio do Eliseu em Paris
AP
O presidente francês, François Hollande, à esq., e o ministro das Relações Exteriores francês Laurent Fabius presidem reunião no Palácio do Eliseu em Paris

O coordenador do serviço de informações francês junto à presidência da França, Didier Le Bret, deverá “fazer o balanço de todas as disposições acordadas entre a França e os Estados Unidos” em matéria de espionagem, declarou o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll, ao sair de uma reunião semanal do Conselho de Ministros.

O governo francês considerou “inaceitável a espionagem entre aliados” e o Ministério dos Negócios Estrangeiros convocou, para o final da tarde desta quarta, a embaixadora dos Estados Unidos na França, Jane Hartley, para prestar explicações, adiantou o porta-voz.

Os documentos – classificados de secretos e que parecem indicar que os presidentes franceses Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande foram espionados entre 2006 e 2012 – foram divulgados pela WikiLeaks em parceria com o jornal francês Liberation e o site Mediapart.

A Casa Branca não se pronunciou sobre o passado, mas disse que, atualmente, não tem como alvo as comunicações de Hollande e nem pretender ter no futuro.

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