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"A devastação e do sofrimento em Gaza é sem precedentes e terá impacto nas gerações futuras", afirmou líder da comissão

A Comissão das Nações Unidas que investiga a guerra ocorrida na Faixa de Gaza em 2014 afirmou nesta segunda-feira (22) que foram cometidas violações e que o conflito acarretará em prejuízos para as próximas gerações.

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"A amplitude da devastação e do sofrimento humano em Gaza é sem precendentes e terá um impacto nas gerações futuras", disse a juíza Mary McGowan Davis, líder da comissão.

Em um relatório apresentado hoje, o grupo apontou para crimes de guerras cometidos tanto por Israel quanto por grupos armados palestinos na Faixa de Gaza. A comissão também criticou o lançamento de foguetes por Israel e de morteiros, frequentemente usados por grupos palestinos como o Hamas.

"O fato de Israel não rever a prática de foguetes, nem depois que os efeitos sob os civis são evidentes, levanta a questão se isso faz parte de uma política ampla aprovada pelos mais altos níveis do governo israelense", ressaltou o grupo da ONU.

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De acordo com o relatório, durante os 51 dias de confronto em Gaza, foram mortos 1.462 civis palestinos, sendo um terço deles criança. Do lado israelense, seis pessoas morreram. A comissão demonstrou preocupação com o uso constante de armas com "vasta capacidade de matar e ferir" por Israel.

"Mesmo não sendo ilegais, o uso em áreas densamente povoadas tem alta probabilidade de matar combatentes e civis de maneira indiscriminada", relatou o grupo das Nações Unidas.

Em resposta, o governo israelense afirmou que o Conselho de Direitos Humanos da ONU nutre uma "singular obsessão por Israel". O país também disse que o relatório é "motivado politicamente e moralmente imperfeito", pois não faz distinção entre "o comportamento moral" adotado pelo Estado judaico e pelas "organizações terroristas" que enfrenta.

De acordo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "Israel não comete crimes de guerra, mas sim, defende-se de uma organização terrorista que quer destruir o país".

Por sua vez, um dos porta-vozes do Hamas, Sami Abu Zuhri, pediu que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) apresente o relatório da ONU à Corte Penal Internacional (CPI) para processar Israel.

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