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Mais de 30 civis ficaram feridos; forças de segurança repeliram ataque, que foi condenado pelo Paquistão e também pelos EUA

Ataque do Taleban ao Parlamento afegão deixou sete militantes do grupo mortos nesta segunda-feira (22) após um carro-bomba explodir no local e viabilizar a entrada dos terroristas. Os homens foram mortos em confronto com a polícia, enquanto os legisladores se reuniam dentro do prédio para tentar confirmar a nomeação de um novo ministro da Defesa, de acordo com testemunhas e autoridades.

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Fogo e fumaça são vistos em frente ao Parlamento afegão após ataque do Taleban em Cabul
AP
Fogo e fumaça são vistos em frente ao Parlamento afegão após ataque do Taleban em Cabul

Forças de segurança afegãs conseguiram repelir o ataque, garantindo que nenhum membro do parlamento fosse prejudicado. Mas o ataque audacioso em um dos compostos mais fortemente guardados da capital, que ocorreu enquanto o Taleban ocupou dois distritos ao norte do país recentemente, mostra a capacidade do grupo de operar em múltiplas frentes.

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No Twitter, um porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, informou que o ataque foi cometido por "um grupo de suicidas" que conseguiu entrar no prédio. Já o chefe de polícia de Cabul, Abdul Rahman Rahimi, disse que o ataque começou com a explosão de um carro-bomba na rua do Parlamento, que fica no bairro de segurança máxima de Darul Aman.

Em seguida, foram detonados outros seis explosivos, um deles dentro da sede legislativa. Ao menos 30 civis ficaram feridos e foram levados a hospitais da região.  A imprensa do país havia divulgado que seis civis haviam morrido no ataque, mas a notícia não foi confirmada.

O ataque contra o Parlamento foi duramente condenado pelas autoridades do Paquistão e dos Estados Unidos. Em um comunicado, a embaixada norte-americana no país ressaltou que "isso mostra um enorme desrespeito pela democracia e pelo Estado de Direito".

Já o governo paquistanês afirmou que "condena o terrorismo em todas as suas formas e manifestações" e garantiu que continuará "combatendo o terrorismo em estreita colaboração com o Afeganistão".

*Com AP e Ansa

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