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Na plateia, vários empresários italianos estavam presentes para prestigiar a visita, entre eles, presidentes de federações e CEOs

O papa Francisco realizou neste domingo (21) uma visita ao Santo Sudário, exposto em Turim, e voltou a criticar a máfia e a corrupção que existem no mundo.

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Papa Francisco é recebido com balões enquanto chega à Basílica de Santa Maria Auxiliadora em Turim, Itália
AP
Papa Francisco é recebido com balões enquanto chega à Basílica de Santa Maria Auxiliadora em Turim, Itália


"Digam não aos conluios mafiosos, às fraudes, aos subornos. Somos chamados a dizer não à economia de descarte, não a idolatrar o dinheiro, não à corrupção, não à iniquidade que gera a violência", destacou o Pontífice em sua homilia no Angelus, para mais de 50 mil pessoas.

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Na plateia, vários empresários italianos estavam presentes para prestigiar a visita, entre eles, presidentes de federações e o CEO da Fiat Chryler Automobiles (FCA), Sergio Marchionne.

Citando a crise econômica que a região de Turim enfrenta, Jorge Mario Bergoglio pediu o combate à corrupção que afeta a vida dos mais pobres.

"Em Turim, um décimo da população vive na pobreza absoluta. Se excluem as crianças, a natalidade zero, se excluem os idosos e agora se excluem os jovens. Mais de 40% dos jovens estão desempregados", citou o líder dos católicos.

"Somos chamados a dizer não à corrupção, tão difundida que parece ser um comportamento normal. Mas não só com palavras, com fatos. Dom Bosco ensina que o melhor método é o preventivo. Também o conflito social é possível prevenir e que desse modo se faça justiça", discursou o Papa.

Imigração

O Pontífice voltou a defender os imigrantes e pediu empenho para acolher as pessoas com dignidade. Chamando-os de "vítimas", Francisco afirmou que "dá vontade de chorar ver os episódios dos últimos dias, nos quais os seres humanos que são tratados como mercadorias". Após a celebração, Bergoglio foi almoçar com um grupo de sem-tetos de Turim.

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