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Nova vítima foi uma mulher de 54 anos que sofria com pressão alta; OMS descarta declarar emergência global após novo caso

O governo da Coreia do Sul confirmou nesta quarta-feira (17) uma nova morte devido à Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), elevando a 20 o número de vítimas fatais. Uma sul-coreana de 54 anos sofria de doença respiratória e pressão arterial alta antes de contrair o coronavírus, informou o Ministério da Saúde local.

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Turistas usam máscaras como precaução contra o vírus mers enquanto andam por Myeongdong, um dos principais distritos de compras em Seul, Coréia do Sul
AP
Turistas usam máscaras como precaução contra o vírus mers enquanto andam por Myeongdong, um dos principais distritos de compras em Seul, Coréia do Sul

As autoridades confirmaram também oito novos casos de contágio, elevando o total para 162. Destes, 90% sofriam previamente de problemas de saúde graves, disse o ministério.

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Dos oito novos casos registrado, quatro estão no Centro Médico Samsung, em Seul, o epicentro do surto, onde quase 80 pacientes, visitantes e pessoal médico contraíram o coronavírus.

No total, 124 pacientes contagiados com o vírus seguem hospitalizados e 6.508 estão de quarentena. Não há ainda tratamento para a síndrome respiratória, cuja taxa de mortalidade é 35%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Na Arábia Saudita, mais de 950 pessoas foram infectadas e 412 morreram devido ao Mers.

OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que a propagação do vírus pelo país asiático não pode ser definida como uma emergência global, apesar de ter infectado mais de 160 sul-coreanos e ser o maior surto fora da Península Arábica.

Em um comunicado emitido nesta quarta, a agência de saúde das Nações Unidas alertou que a epidemia é "uma chamada de alerta" e pediu que os outros países se preparem para possíveis novos casos. 

A OMS reconheceu que ainda havia lacunas fundamentais para compreender a doença, identificada pela primeira vez há quase três anos. 

"Nós realmente não entendemos muito bem a situação", disse o Dr. Keiji Fukuda, diretor adjunto da OMS, explicando que não está claro se a doença pode ser transmitida por pessoas sem sintomas ou que fatores ambientais podem acelerar a transmissão.

*Com AP e Agência Brasil

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