Tamanho do texto

A ativista é filha de um casal de origens alemã e tcheca, Ruthanne e Lawrence Dolezal, que revelou o seu passado

Ativista da igualdade racial, Rachel trabalhava para a 'Associação Nacional pelo Avanço das Pessoas de Cor'
Reprodução
Ativista da igualdade racial, Rachel trabalhava para a 'Associação Nacional pelo Avanço das Pessoas de Cor'

Após ter se demitido do cargo de presidente de uma organização que luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, a ativista Rachel Dolezal, acusada pelos pais de fingir ser negra, disse que começou a se sentir afro-americana aos cinco anos de idade.

ENTENDA:  Ativista pró igualdade racial é acusada de se passar por negra nos EUA

"Tiravam fotos minhas usando a cor marrom em vez de rosa", contou a mulher de 37 anos em uma entrevista à emissora de TV "NBC News". Ela também declarou que não entende porque seus pais correram para "branquear" o seu trabalho e sua personalidade.

"Como mulher branca, não teria tido a oportunidade de fazer as mesmas experiências", acrescentou. Rachel ainda reconheceu que alguém que olha uma foto sua quando criança certamente a identificará como branca, mas garantiu que sua identidade é negra.

A ativista é filha de um casal de origens alemã e tcheca, Ruthanne e Lawrence Dolezal, que revelou o seu passado. Os dois chegaram até a divulgar fotos dela quando adolescente para provar o que diziam.

Rachel é uma defensora da igualdade racial bastante conhecida nos EUA e dá aulas de estudos africanos na Eastern Washington University. Ela presidia até a última segunda-feira (16) a seção de Spokane da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (Naacp, na sigla em inglês), a maior organização afro-americana do país. No entanto, decidiu renunciar ao cargo por causa da polêmica.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.