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Prefeito de Milão, Giuliano Pisapia, diz que grupos chegam em quantidades cada vez maiores à Itália devido à crise migratória

O prefeito de Milão, Giuliano Pisapia, afirmou nesta segunda-feira (15) que a cidade não quer mais receber solicitantes de refúgio, que têm chegado em quantidades cada vez maiores à Itália por causa da crise migratória no mar Mediterrâneo.

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Criança caminha em direção ao centro de imigrantes em Roma (13/06)
AP
Criança caminha em direção ao centro de imigrantes em Roma (13/06)

"A Prefeitura e o município já fizeram a sua parte e continuarão fazendo. A rede de solidariedade tem sido extraordinária, porém mais do que isso Milão não pode fazer", diz uma nota assinada pelo político, que pertence ao partido Esquerda, Ecologia e Liberdade (SEL, na sigla em italiano).

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Nesta segunda, Pisapia teve uma reunião com o ministro do Interior Angelino Alfano para discutir o grande afluxo de solicitantes de refúgio à cidade. No último fim de semana, muitos deles foram expulsos da Estação Central, principal porta de entrada ferroviária da capital da Lombardia.

Os imigrantes ocupavam dois mezaninos do edifício, mas foram obrigados pelas forças de segurança a procurar outro lugar para ficar. Além disso, os espaços foram fechados com grades para evitar que eles voltassem.

"Estamos sempre tentando conciliar o decoro da cidade, a legalidade, a segurança e as necessidades dos cidadãos com a ajuda a quem escapa da fome e de guerras", garantiu o prefeito.

Segundo ele, é preciso redistribuir os solicitantes de refúgio por todas as regiões da Itália, de acordo com seus respectivos números de habitantes e sua capacidade de dar uma acolhida digna.

Por ser uma das cidades mais ricas da Itália e estar ligada por trem a vários países da Europa, Milão é um dos principais destinos dos imigrantes que ainda não conseguiram refúgio na nação.

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