Tamanho do texto

Presidente do Sudão está no país para participar da cúpula da União Africana. Ele também é acusado de crimes de guerra

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, faz discurso para militares em Heglig, área disputada na fronteira com o Sul
AP
O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, faz discurso para militares em Heglig, área disputada na fronteira com o Sul

O Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia pediu neste domingo (14) para a África do Sul prender o presidente do Sudão, Omar al Bashir, acusado de crimes de guerra e genocídio. 

LEIA MAIS:  Em um ano, 12 mil crianças foram recrutadas como soldados no Sudão do Sul

O mandatário está no país para uma cúpula da União Africana, que acusa a corte de perseguir personalidades políticas do continente. No entanto, a África do Sul é signatária do Tratado de Roma, que instituiu o TPI. 

Por conta disso, um juiz local já emitiu uma ordem provisória para que Bashir não volte ao seu país até que o pedido do Tribunal Penal Internacional seja examinado pela Justiça. 

Em resposta, o subsecretário de Relações Exteriores do Sudão, Kamal Ismail, disse que a África do Sul deu todas as garantias de que o mandatário seria bem-vindo e poderia retornar quando quisesse. 

Bashir chegou ao poder por meio de um golpe de Estado em 1989. Liderando um regime totalitário, o presidente foi reeleito em 1996, 2000 e 2010, embora em alguns casos tenha havido boicote da oposição. 

Entre março de 2009 e julho de 2010, o TPI emitiu diversas ordens de prisão contra o mandatário por crimes de guerra e genocídio em Darfur, região desértica situada no oeste do Sudão. 

Ele é acusado de promover uma limpeza étnica para reprimir grupos rebeldes. De 2003 para cá, o conflito já deixou mais de 300 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.