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Mais de 120 sul-coreanos foram diagnosticados com síndrome respiratória desde que o país registrou primeiro caso, em maio

Autoridades da Coréia do Sul fecharam temporariamente dois hospitais em meio a temores persistentes sobre o surto do vírus mers , que deixou um morto e elevou para 11 o número de mortes, nesta sexta-feira (12), embora as autoridades de saúde tenham dito que as infecções caíram.

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Policial militar usando máscara examina temperatura de um visitante como precaução contra o mers em Seul, Coreia do Sul (9/06)
AP
Policial militar usando máscara examina temperatura de um visitante como precaução contra o mers em Seul, Coreia do Sul (9/06)

Mais de 120 sul-coreanos foram diagnosticados com a síndrome respiratória do Oriente Médio desde que o país registrou seu primeiro caso no mês passado. O surto, o maior fora da Arábia Saudita, tem ocorrido somente em hospitais entre pacientes, familiares e médicos. Ainda assim, tem causado temores generalizados e rumores, o que deixou cerca de 2.790 escolas e creches fechados.

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Na última semana, o número de novos casos diários ficou acima de 12 por dia. Os quatro novos doentes foram infectados no Centro Médico Samsung, em Seul, foco da maioria dos contágios até o momento, de acordo com comunicado do ministério.

“A possibilidade de o Mers se propagar na sociedade é muito baixa”, disse Kwon Duk-choel, diretor dos Centros de Controle e Prevenção da Coreia, em entrevista em que aconselhou os cidadãos a "levar uma vida normal".

O número de pessoas em quarentena foi reduzido em 125 e 3.680 permanecem nessa condição por motivo de prevenção. O primeiro doente infectado com Mers foi diagnosticado em 20 de maio, após uma visita à Arábia Saudita.

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O Mers é considerado um "primo", mais mortal, mas menos contagioso, do vírus responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) que, em 2008, fez cerca de 800 mortos em todo o mundo.

Como o Sars, provoca infecção pulmonar e os afetados sofrem febre, tosse e dificuldades respiratórias, não havendo, por enquanto, tratamento preventivo para a doença.

*Com AP e Agência Brasil

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