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Zhou Yongkang tem 72 anos e começará a cumprir sentença imediatamente; medida também apreenderá os bens do réu

Um ex-chefe de segurança da China foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (11), uma decisão vitoriosa para a campanha anti-corrupção do presidente Xi Jinping.

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Zhou Yongkang, ex-membro do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, assiste à sessão plenária no Grande Salão do Povo, em Pequim (2012)
AP
Zhou Yongkang, ex-membro do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, assiste à sessão plenária no Grande Salão do Povo, em Pequim (2012)

Zhou Yongkang, um antigo membro do todo-poderoso Comitê Permanente do Partido Comunista, é o maior alvo de Xi a cair por causa da cultura de longa data de receber suborno do tráfico de drogas e explorar sua influência de poder.

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Segundo o Primeiro Tribunal Popular Intermediário de Tianjin, Zhou foi condenado depois de ser julgado, no dia 22 de maio, sob acusação de receber suborno, por abuso de poder e vazamento de segredos de Estado. O julgamento foi realizado a portas fechadas em virtude das acusações finais.

Zhou, 72 anos, foi condenado a termos menores relativos a abuso de poder e acusações feitas sob segredo de Estado, e foi requisitado para iniciar a cumprir sua sentença imediatamente. A medida também determina a apreensão de todos os ativos pessoais de Zhou.

Enquanto retratada simplesmente como um golpe contra a corrupção, a sentença de Zhou remove um potencial desafio à autoridade de Xi e tem sido amplamente percebida como reflexo da política de facções dentro do escalão superior do partido no poder.

Zhou é o ex-político de mais alto escalão a enfrentar o tribunal desde o julgamento da mulher de Mao Zedong em 1981 e outros membros do chamado "Gangue dos Quatro", que perseguiu opositores políticos durante a revolução cultural chinesa (1966-1976).

O réu tem enfrentado as acusações e está sob investigação desde 2013, e não tem comentado as ações desde então. A investigação também examinou ex-aliados de Zhou no governo e na indústria do petróleo.

Em seu site, o tribunal destacou as ações de Zhou como "infligiu enormes danos para as finanças públicas e os interesses da nação e do povo".

*Com AP

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